O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu um procedimento para acompanhar de perto o novo serviço de patinetes elétricos compartilhados em Belo Horizonte. A ideia é garantir que a novidade não traga problemas para pedestres, trânsito e uso dos espaços públicos.
Os patinetes começaram a circular no dia 18 de março, com cerca de 1.500 unidades espalhadas principalmente pelo Centro e pela região Oeste da capital. Apesar de reconhecer os benefícios da mobilidade sustentável, o promotor Fábio Finotti alerta que é preciso atenção para evitar riscos — e que situações semelhantes já deram dor de cabeça em cidades da Europa.
Entre as principais preocupações estão os pedestres, especialmente idosos, crianças e pessoas com deficiência. Há risco de acidentes nas calçadas, principalmente se o limite de velocidade de 6 km/h não for respeitado. O MPMG também critica o fato de o uso de capacete não ser obrigatório e aponta dificuldades na fiscalização de regras, como a proibição para menores de 18 anos e para mais de uma pessoa no mesmo patinete.
Outro ponto de alerta é o modelo sem estações fixas, que pode levar ao abandono dos equipamentos em calçadas, rampas e áreas de acessibilidade. Também preocupa o impacto ambiental, principalmente em relação ao descarte das baterias.
Diante disso, o Ministério Público pediu uma série de informações à prefeitura, incluindo contrato com a empresa, plano de fiscalização e dados sobre seguros para acidentes. O município tem 60 dias para responder.
Segundo o MPMG, a atuação é preventiva e busca garantir que o serviço funcione de forma segura e organizada, evitando problemas já registrados no passado.