Belo Horizonte iniciou nesta segunda-feira (27/4) um mutirão voltado à redução do tempo de diagnóstico do câncer de mama na rede pública de saúde. A ação ocorre no Instituto de Oncologia Ciências Médicas de Minas Gerais (IONCM-MG), na região Centro-Sul da capital, e prevê o atendimento de cerca de 200 mulheres já acompanhadas pelo SUS e com indicação médica para investigação da doença.
O mutirão utiliza a mamotomia, técnica de biópsia mamária minimamente invasiva realizada com anestesia local. O procedimento permite a retirada de amostras de tecido e, em alguns casos, a remoção completa de lesões suspeitas, o que pode agilizar etapas do diagnóstico e reduzir o tempo entre a suspeita e a confirmação do câncer.
Na primeira etapa, seis procedimentos foram realizados ao longo da manhã. As pacientes foram previamente selecionadas pela unidade de saúde onde já fazem acompanhamento.
A iniciativa também deve gerar dados clínicos e operacionais sobre o uso da técnica, que serão reunidos ao longo dos próximos meses para avaliação do impacto do método no diagnóstico precoce dentro da rede pública.
O projeto foi viabilizado com recursos destinados por emendas parlamentares das vereadoras Marcela Trópia e Loíde Gonçalves. Segundo Trópia, o projeto também busca demonstrar, na prática, a possibilidade da técnica em larga escala. “A ideia é gerar evidências concretas de que é possível oferecer mais qualidade no atendimento com melhor uso dos recursos públicos. Se os resultados forem positivos, isso pode contribuir para ampliar o acesso a esse tipo de tecnologia na rede pública e beneficiar milhares de mulheres em todo o país”, disse.
