PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

PBH cria política para combater o racismo nas escolas municipais

Por

Larissa Reis

Siga no

A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (Unsplash/Divulgação)

Compartilhar matéria

A Prefeitura de Belo Horizonte criou uma política para combater o racismo e reduzir as diferenças de aprendizagem entre estudantes brancos, pretos e pardos nas escolas municipais. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (4/11).

As novas regras valem para as escolas municipais e instituições parceiras. Entre as medidas previstas estão a inclusão de conteúdos sobre a história e a cultura afro-brasileira, africana e indígena nas aulas, a formação de professores e funcionários e a criação de procedimentos para lidar com casos de racismo dentro das escolas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A portaria determina que todas as unidades de ensino revisem seus projetos pedagógicos para incluir esses temas durante todo o ano letivo, e não apenas em datas comemorativas. A proposta também prevê a compra e a produção de livros, brinquedos e materiais escolares que representem a diversidade racial.

Escolas terão regras para lidar com casos de racismo

Cada escola deverá estabelecer procedimentos para agir quando houver um caso de racismo ou discriminação. A primeira medida será interromper a situação. Depois, a instituição deverá acolher a pessoa atingida, registrar o ocorrido e encaminhar a denúncia aos órgãos responsáveis, quando necessário.

Entre os órgãos que poderão ser acionados estão a Secretaria Municipal de Educação, o Conselho Tutelar e o Ministério Público. A escola também deverá adotar medidas educativas para evitar que situações semelhantes se repitam.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Outra mudança será a criação de um grupo em cada unidade de ensino para acompanhar o desempenho dos alunos. A equipe deverá analisar, a cada dois meses, dados de aprendizagem, frequência, alfabetização e ocorrências de violência, considerando a raça e a cor dos estudantes.

Estudantes poderão usar turbantes, guias e roupas brancas

A nova política também estabelece regras para respeitar as tradições culturais e religiosas dos alunos. As escolas não poderão proibir o uso de turbantes, tranças, guias, fios de conta e outras peças de vestuário ligadas às tradições africanas e indígenas.

O uso de roupas brancas às sextas-feiras também está expressamente autorizado. As instituições não poderão aplicar punições ou impedir essas manifestações com base nas regras de uniforme.

Na alimentação escolar, os estudantes terão direito a opções equivalentes caso não possam consumir determinados alimentos por motivos culturais ou religiosos. Para solicitar a mudança, os pais ou responsáveis precisarão apresentar apenas uma declaração por escrito, sem necessidade de laudo médico.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A portaria também garante que alunos possam faltar a provas ou aulas em dias de celebrações religiosas ou tradições ancestrais. Nesses casos, a escola deverá oferecer outra atividade ou uma nova data para a avaliação, sem prejuízo para o estudante.

Professores terão formação sobre educação antirracista

A Secretaria Municipal de Educação deverá oferecer pelo menos 30 horas de formação sobre combate ao racismo, legislação e ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena. A capacitação será destinada a professores, diretores, gestores e funcionários administrativos.

O conhecimento sobre o tema também será cobrado nos processos de escolha de diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos. Os candidatos deverão apresentar propostas com ações para combater o racismo e reduzir as diferenças de aprendizagem entre os alunos.

A prefeitura também criou o selo BH Antirracista: Escola com Equidade, que será concedido às unidades que cumprirem as metas de redução das diferenças de desempenho escolar entre estudantes brancos e pretos ou pardos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

As medidas abrangem todas as etapas de ensino, da educação infantil à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Um dos objetivos é garantir que as crianças sejam alfabetizadas até o fim do 2º ano do ensino fundamental, com atenção especial aos estudantes que apresentarem dificuldades de aprendizagem. A portaria foi assinada pela secretária municipal de Educação, Natália Raquel Ribeiro Araújo.

Compartilhar matéria

Siga no

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de BH e região

BH leva vacinação contra sarampo e catapora às escolas municipais após alerta

99 é condenada a pagar R$ 300 mil a vítima de estupro após ser abandonada por motorista em BH

Defesa Civil confirma as duas primeiras mortes por chuva em Minas

Árvore de grande porte cai sobre quatro casas no bairro Grajaú, em Belo Horizonte

Caminhão tomba na BR-040, em Itabirito, e deixa carga espalhada na pista

BH registrou mais de 230 raios durante temporal dessa segunda; mais de 400 clientes estão sem luz

Últimas notícias

Kimi Antonelli visita família Senna e entra em Lotus histórica no Brasil

Exames de Lula ‘estão dentro da normalidade’, diz Hospital Sírio-Libanês

Em crise, Botafogo faz campanha para lotar estádio contra o Atlético

TCE-MG suspende R$ 32 mi do Governo de Minas a clubes de futebol após denúncia de Cleitinho

Cruzeiro luta até o fim, mas fica com vice do Brasileiro Sub-17

Filarmônica de Minas Gerais apresenta Nona Sinfonia de Mahler em BH nesta semana

Um em cada quatro adultos pode ter AVC ao longo da vida; saiba reconhecer os sinais

Atlético encara o Botafogo e busca voltar a se aproximar do G-5; saiba onde assistir 

Saiba quais profissões e cargos estarão em alta em Minas Gerais em 2027