A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou, nesta sexta-feira (29/8), o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior pela morte do gari Laudemir de Souza em Belo Horizonte. Ele deve responder pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil, com meios que impossibilitaram a defesa da vítima.
Renê também foi indiciado pelo crime de ameaça contra a motorista do caminhão de lixo e por porte de arma ilegal. A pena máxima para esses crimes é de 35 anos de prisão.
Em coletiva de imprensa, os delegados que investigaram o caso informaram que o acusado realizou pesquisas que comprovaram que ele sabia que havia matado Laudemir após deixar a cena do crime.
“Ele realizou diversas pesquisas referentes as consequências do que ele havia praticado. Mesmo quando ele disse que não havia praticado um crime de homicídio, nós conseguimos desqualificar essas declarações. Ele chegou a pesquisar termos como ‘gari’ e pesquisou, inclusive, o nome da rua que ele estava”, disse o delegado Adriano Soares.
Esposa de Renê, a delegada Ana Paula Lamego Balbino também foi indiciada pelo crime de porte ilegal da arma de fogo de uso permitido, já que ela não deveria ter emprestado o objeto ao marido. “Nós notamos que ela tinha ciência de que ele fazia o uso dessa arma de fogo com constância”, explica o investigador.
“Além da pena prevista para o crime, que é de dois a quatro anos, por ser servidora pública, aplica-se a ela uma causa de aumento de metade da pena a ser analisada pelo poder judiciário”, continuou.