Uma bancária de 30 anos foi assaltada na Avenida do Contorno, esquina com a Rua Rio Grande do Norte, em frente ao Pátio Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Luana Araújo teve o celular levado nessa quinta-feira (24/9) por um homem que estava em uma motocicleta. Ao tentar correr atrás do suspeito, ela tropeçou e caiu, sofrendo escoriações nos cotovelos e joelhos.
Segundo Luana, o assalto aconteceu por volta das 7h. Ela aguardava o sinal fechar para atravessar a rua quando o homem se aproximou e puxou o aparelho. A vítima contou que agiu por impulso ao tentar recuperar o celular.
“Eu me senti extremamente invadida e incapaz. Além disso, fiquei muito desprotegida”, relatou.
Ao registrar a ocorrência, Luana afirma ter sido informada por um policial de que uma motocicleta com as mesmas características estaria envolvida em outros assaltos na região. Segundo o relato da vítima, imagens de câmeras também teriam ajudado a indicar a área de atuação do veículo.
O caso chama atenção para uma sequência recente de ocorrências na região. Dez dias antes, em 17 de setembro, camêras flagram um carro sendo arrombado na Rua Rio de Janeiro, esquina com a Rua Fernandes Tourinho, no bairro de Lourdes. O crime aconteceu por volta das 19h30, segundo o relato encaminhado à Rede 98.
Savassi está entre os pontos com mais críticos
A Savassi está entre as áreas de Belo Horizonte que concentram mais registros de roubos e furtos de celulares. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que, até junho de 2026, foram contabilizadas 527 ocorrências desse tipo no bairro. No ranking da capital, a Savassi aparece atrás apenas do Centro, com 6.654 registros, e do bairro São Luiz, com 1.863.
Em toda a capital, foram registrados 8.457 roubos e furtos de celulares no primeiro semestre deste ano. O número representa uma redução de 25,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 11.373 casos. Em 2025, Belo Horizonte teve 20.096 ocorrências, contra 22.821 em 2024 e 25.232 em 2023.
Mesmo com a redução, Belo Horizonte permanece entre as cidades brasileiras com maior incidência desse tipo de crime. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, com dados referentes a 2025, aponta uma taxa de 831,3 roubos e furtos de celulares para cada 100 mil habitantes na capital.
Os dados consideram conjuntamente roubos e furtos, que são crimes diferentes. No caso de Luana, a subtração do celular ocorreu mediante violência ou grave ameaça e, em tese, configura roubo.
