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Álcool com energético: entenda por que essa combinação confunde o cérebro e sobrecarrega o coração

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Mas afinal, porque essa mistura é perigosa? (foto: pixabay)

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A mistura de álcool com energético se tornou onipresente em festas e baladas. A promessa de “aguentar a noite toda” atrai muitos jovens, mas o que parece uma estratégia inofensiva para espantar o sono pode ser, na verdade, uma bomba-relógio para o sistema cardiovascular.

Para entender a gravidade dessa interação, conversamos com a médica cardiologista Gabriela Franciulli D’Elia Godoy de Abreu, que alerta: “O corpo recebe ordens contraditórias que podem levar ao colapso”.

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O grande problema dessa mistura não é apenas a soma das substâncias, mas o conflito que elas geram. O álcool atua como depressor, enquanto o energético é um estimulante potente. Segundo a cardiologista, isso causa uma desorganização perigosa no controle autonômico do corpo.

A médica explica detalhadamente o que ocorre dentro do coração nesse momento:

“Quando o coração recebe estímulos opostos simultaneamente, ocorre uma desorganização. O energético estimula aceleração dos batimentos e aumento da pressão, enquanto o álcool interfere nos mecanismos de regulação do ritmo cardíaco. Esse ‘curto-circuito’ fisiológico pode provocar instabilidade elétrica no coração, favorecendo palpitações, elevação abrupta da frequência cardíaca e maior risco de arritmias.”

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Ou seja, ao tentar acelerar e frear ao mesmo tempo, o sistema elétrico do coração fica instável, o que é especialmente arriscado em situações de esforço.

Jovens saudáveis estão em risco?

Existe um mito de que apenas quem já tem problemas cardíacos deve se preocupar. A realidade médica é outra. Mesmo jovens sem histórico de doenças podem sofrer consequências graves, pois o ambiente da balada potencializa os riscos.

Gabriela destaca que a mistura cria um cenário perfeito para eventos súbitos, mesmo em quem se considera “blindado”:

“O aumento excessivo de estímulos adrenérgicos, associado à perda de líquidos, alterações de eletrólitos e privação de sono, cria um ambiente propício para distúrbios do ritmo cardíaco. Em alguns casos, a pessoa pode ter uma predisposição silenciosa que só se manifesta diante desse estresse agudo imposto ao coração.”

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Portanto, a combinação age como um gatilho para problemas que, sem esse estresse extremo, poderiam nunca se manifestar.

A armadilha da ‘embriaguez mascarada’

Outro ponto crítico é a falsa sensação de alerta. O energético mascara os efeitos sedativos do álcool. Enquanto seus reflexos e julgamento estão comprometidos pelo álcool, a cafeína impede que você sinta o sono chegar.

O resultado? A pessoa bebe muito mais do que seu limite habitual, aumentando drasticamente a toxicidade no organismo e a sobrecarga cardiovascular sem perceber os sinais de “pare” que o corpo enviaria normalmente.

O coração trabalha dobrado (e sem energia)

Muitos utilizam o energético para “cortar” o efeito do álcool. No entanto, o efeito é o oposto do desejado. Ao manter o corpo artificialmente acelerado, você aumenta a sobrecarga exatamente quando o organismo está lutando para metabolizar o álcool.

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O coração passa a bater mais rápido e com maior esforço, por mais tempo, elevando o consumo de oxigênio pelo músculo cardíaco. Isso aumenta o risco de sintomas como falta de ar e mal-estar, justamente quando você acha que está ganhando energia.

Sinais de alerta: quando procurar ajuda

Além da taquicardia óbvia, o corpo pode emitir sinais de que o sistema cardiovascular está entrando em colapso. Fique atento a:

  • Dor ou aperto no peito.
  • Tontura e sudorese fria.
  • Náuseas intensas ou confusão mental.

Importante: sintomas menos óbvios, como uma ansiedade intensa repentina ou uma fadiga desproporcional, também exigem avaliação médica imediata.

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E as bebidas ‘sabor energético’ sem cafeína?

A Dr.ª Gabriela alerta que o risco permanece relevante, para as bebidas que tem sabor energético, que estão bombando no mercado, comO as da Masão Maroba. O alto teor alcoólico continua sobrecarregando o coração e o sabor adocicado facilita o consumo exagerado, mantendo alto o risco de intoxicação e desidratação. A melhor escolha continua sendo a moderação e a hidratação com água.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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