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Câmara aprova tornozeleira eletrônica imediata para agressor em casos de risco à mulher

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Caso o juiz decida suspender o uso da tornozeleira, a decisão deverá ser fundamentada de forma expressa (Agência Brasil/Divulgação)

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A Câmara dos Deputados aprovou nessa terça-feira (10/3) um projeto de lei que permite o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres em situação de violência doméstica, quando houver risco à vítima. A proposta segue agora para análise do Senado.

O texto também prevê que a vítima receba um dispositivo de segurança que emite alerta caso o agressor se aproxime, permitindo resposta rápida das autoridades.

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Medida pode ser aplicada por juiz ou delegado

O projeto permite que o juiz determine imediatamente o uso da tornozeleira eletrônica quando verificar risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes.

Em cidades que não são sede de comarca, onde não há juiz, a medida também poderá ser aplicada pelo delegado de polícia. Nesse caso, o delegado deverá comunicar a decisão ao Ministério Público e ao juiz em até 24 horas, para que seja avaliada a manutenção da medida.

Atualmente, nesses locais, o delegado só pode determinar o afastamento do agressor do lar.

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Tornozeleira passa a ser medida protetiva da Lei Maria da Penha

Pelo texto aprovado, o uso da tornozeleira passa a integrar a lista de medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.

A prioridade para aplicação do dispositivo será em situações como:

  • descumprimento de medidas protetivas anteriores
  • risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima

Caso o juiz decida suspender o uso da tornozeleira, a decisão deverá ser fundamentada de forma expressa.

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Projeto amplia recursos para monitoramento

Para ampliar o acesso ao sistema de monitoramento eletrônico, o projeto aumenta de 5% para 6% a parcela do Fundo Nacional de Segurança Pública destinada ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Os recursos poderão ser usados para:

  • compra de tornozeleiras eletrônicas
  • manutenção dos equipamentos
  • dispositivos de alerta para vítimas

O projeto também torna permanente o programa de monitoramento eletrônico de agressores.

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Sistema alertará vítima e polícia

Quando o agressor monitorado se aproximar da área proibida definida pela Justiça, o dispositivo emitirá alerta automático simultâneo para:

  • a vítima
  • a unidade policial mais próxima

Pena aumenta em caso de violação do dispositivo

O texto também aumenta a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico.

A pena de reclusão de 2 a 5 anos poderá ser aumentada de um terço até metade se houver:

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  • violação da área de exclusão
  • remoção ou alteração da tornozeleira
  • tentativa de burlar o monitoramento

Deputados dizem que medida pode salvar vidas

A deputada Soraya Santos (PL-RJ) defendeu a aprovação do projeto. “Se este projeto for aplicado corretamente, ele vai salvar vidas”, afirmou.

A autora da proposta, Fernanda Melchionna (PSOL-RS), também destacou o impacto da política pública. “Vimos no Rio Grande do Sul que essa medida protetiva salva vidas. Das 869 mulheres atendidas por essa medida, todas estão vivas.”

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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