O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que todos os bens, celulares e documentos apreendidos na Operação Compliance Zero, contra fraudes financeiras no Banco Master, sejam lacrados e enviados imediatamente para a sede do STF, impedindo que a Polícia Federal realize a perícia inicial no material.
A operação mirou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o investidor Nelson Tanure e familiares. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões dos investigados. Durante as buscas, a PF apreendeu uma frota de carros importados, coleções de relógios de luxo e cerca de R$ 97 mil em dinheiro vivo.
Tensão: Toffoli x PF
No despacho, Toffoli reclamou de “falta de empenho” e demora da PF no cumprimento das ordens. A decisão de retirar os bens da custódia da polícia causou estranheza entre investigadores. Em nota, o gabinete do ministro afirmou que a medida visa a “preservação das provas”.
Houve movimentação também nos aeroportos: Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi detido quando tentava embarcar para Dubai. Já Nelson Tanure foi localizado no Aeroporto do Galeão (RJ).
