O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) oficializou nesta quarta-feira (14/01) uma mudança estratégica para acabar com a lentidão na concessão de aposentadorias e auxílios: a nacionalização da fila.
Na prática, isso significa o fim das barreiras regionais. Se uma agência no interior de Minas estiver sobrecarregada, um servidor de outro estado que esteja com a demanda em dia poderá puxar o processo e analisá-lo. “A ideia é que a força de trabalho das regiões com melhores indicadores atue nos processos de quem espera há mais tempo”, explicou Gilberto Waller, presidente do instituto.
Foco nos mais vulneráveis
A prioridade do novo sistema são os processos de BPC (Benefício de Prestação Continuada) e benefícios por incapacidade (antigo auxílio-doença), que hoje representam quase 80% da fila de espera em todo o país.
As medidas já mostram resultado. O tempo médio para conseguir um benefício, que chegou a ser de 64 dias em março de 2025, caiu para 35 dias no último levantamento. O governo também atualizou as regras de bônus (pagamento extra) para servidores que excederem as metas de análise, incentivando a produtividade.
