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Unicamp investiga furto de material biológico; amostras eram de vírus em laboratório de alto risco

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(Reprodução)

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A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) abriu uma sindicância interna para investigar o furto de material biológico em um de seus laboratórios. O caso ganhou gravidade após a confirmação de que as amostras envolviam vírus armazenados em área de alta biossegurança.

Material era de alto risco

As amostras furtadas estavam em um laboratório classificado como nível 3 de biossegurança (NB-3), o mais alto em operação no Brasil atualmente, utilizado para estudo de agentes infecciosos com potencial de causar doenças graves.

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Esse tipo de ambiente exige protocolos rigorosos de controle, já que os agentes podem ser transmitidos pelo ar e representam risco ao indivíduo e à comunidade.

Professora foi presa e liberada

A Polícia Federal prendeu em flagrante a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, suspeita de furtar o material do Instituto de Biologia.

Ela foi liberada no dia seguinte e vai responder ao processo em liberdade, com restrições determinadas pela Justiça, como comparecimento mensal à Justiça, pagamento de fiança, proibição de sair da cidade sem autorização e impedimento de acessar os laboratórios investigados.

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Como o caso foi descoberto

O desaparecimento das amostras foi identificado em fevereiro, quando pesquisadores notaram a ausência de caixas com material viral armazenado no laboratório.

Após investigação, a Polícia Federal localizou os materiais dentro da própria universidade, distribuídos em diferentes espaços.

Segundo a apuração, parte das amostras foi armazenada fora dos protocolos exigidos e até descartada em locais inadequados, o que levantou alerta para risco à saúde.

Crimes investigados

A docente pode responder por diferentes crimes, segundo as autoridades:

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  • furto qualificado
  • fraude processual
  • transporte irregular de organismo geneticamente modificado
  • exposição da saúde pública a risco

A defesa da professora afirma que não há materialidade nas acusações e que ela utilizava estruturas da universidade por não possuir laboratório próprio.

Universidade abriu sindicância

A reitoria da Unicamp informou que instaurou procedimento interno para apurar o caso e reforçou que acionou imediatamente a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A investigação segue em andamento.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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