Responsável pela palestra de abertura do Leader Shift 2026, o comunicador Otaviano Costa concedeu entrevista exclusiva à 98 News, nos bastidores do evento, no Minascentro, em Belo Horizonte. Apontado como o maior encontro de liderança de Minas Gerais, o Leader Shift é realizado pela Sólides, reúne mais de 2 mil pessoas nesta terça (9/6) e quarta-feira (10/6) e tem a 98 News como media partner oficial. A conversa foi ao ar no programa Meio-dia em Pauta.
Em sua palestra, Otaviano relembrou a transição do analógico para o digital usando a própria trajetória como exemplo — em especial o momento em que foi escolhido para substituir Luciano Huck no programa “H”, da Band. Ao contrário do que se imaginava, ele diz que não era um nome de fora da disputa. “Eu não estava correndo por fora, esse que é o barato”, afirmou. Repórter de Faustão à época, foi indicado pelo próprio apresentador, que o gravou escondido animando a plateia. “Ele juntou aquilo com outros materiais e mandou pro Johnny [Saad]: ‘Tenho um garoto aqui que é muito bom, que pode substituir o Luciano para você'”, contou. O convite, segundo ele, chegou por telefone enquanto estava na Califórnia, por volta dos 24 anos, fazendo uma entrevista em 1999.
Daquele cenário até a chegada da inteligência artificial, o comunicador defende que a tecnologia deve ser encarada como aliada. “Eu percebo a IA exatamente como isso: uma facilitadora de processo, de dinamismo de criação, para potencializar criatividades e atrair referências mais rapidamente. A capacidade humana jamais será abalada, acabada ou diminuída. Ao contrário”, disse.
Para Otaviano, o que diferencia cada profissional é justamente aquilo que a máquina não substitui. “Você é único, eu sou único. Cada um tem a sua persona, a sua lapidada da vida. A IA vem para te provocar, para te dar uma sacudida e aprimorar tudo para você”, afirmou. Ele lembrou o esforço para conquistar espaço no início da carreira — quando passou por personagens como o Louro José, ao lado de Angélica, e o Liminha, nos quadros de Faustão. “Se eu tivesse a IA há 35 anos, o movimento da minha vida teria sido muito mais rápido. O que tive que lutar por um espaço foi muito suado”, comparou. Para ele, a tecnologia não chega para tomar empregos: “A IA vem não para fazer você perder o seu lugar, mas, ao contrário, para fazer você dar o seu melhor de maneira ainda mais potente”.
Fiel ao bom humor que marca sua comunicação, o apresentador encerrou a entrevista com um elogio à terra que o recebia, diante de uma mesa farta de pão de queijo. “Existem 17 tipos de pão de queijo só nessa mesa aqui hoje”, brincou, antes de provar uma fornada de queijo canastra. “Tem sabor de alma e espírito de quem é bom demais de Minas Gerais.” O Leader Shift 2026 segue com programação até esta quarta-feira (10), no Minascentro.
