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Com mais de 600 blocos, Carnaval de BH movimenta economia e atrai turistas

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Em BH, o período oficial de Carnaval começou dia 31 de janeiro. (Foto: Léo Rodrigues / Agência Brasil)

Carnaval de BH
Em BH, o período oficial de Carnaval começou dia 31 de janeiro. (Foto: Léo Rodrigues / Agência Brasil)

O Carnaval de Belo Horizonte se consolidou como um dos principais do país. Em 2026, a folia contará com mais de 600 desfiles de blocos e apresentações de artistas de grande projeção nacional, como Luísa Sonza, Marina Sena, Zé Felipe, Nattan e Pedro Sampaio, tanto nas ruas quanto em festas privadas.

A presença desses nomes é apontada como um diferencial para manter os foliões na capital mineira. Edinei Junior, natural de Sete Lagoas e morador de Belo Horizonte, participa do Carnaval da cidade há seis anos e destaca a expectativa para a festa. “Vai ser minha sexta vez passando o Carnaval em Belo Horizonte. Eu espero blocos animados, com trios elétricos e aquela energia que o pessoal mineiro tem, de pessoas alegres e abertas para conhecer gente nova”, afirma.

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Os grandes shows também atraem visitantes de fora do estado. A carioca Ana Julia Esteves conheceu o Carnaval de BH pela primeira vez no ano passado e decidiu retornar em 2026. Segundo ela, a experiência foi marcante. “Eu nunca tinha visto isso na minha vida. Mesmo sendo do Rio, fiquei impressionada com a quantidade de pessoas e com a organização. Não é à toa que eu vou voltar este ano”, conta.

Apesar do apelo popular, atrações desse porte envolvem altos custos. Um levantamento da Rede 98 aponta que Luísa Sonza recebeu cerca de R$ 625 mil para se apresentar no Carnaval de São Luís (MA) em 2025, enquanto Nattan teria cobrado um cachê de R$ 1 milhão para o Carnaval do Ceará no mesmo ano.

Mesmo com os valores elevados, especialistas avaliam que o investimento tende a retornar rapidamente para a economia local. O economista e colunista da 98 News, Gustavo Andrade, ressalta que o principal impacto do Carnaval está na velocidade da circulação do dinheiro. “Não importa apenas o volume, mas a rapidez com que esse dinheiro circula. Isso impacta desde a mobilidade até o setor de serviços, formais e informais”, explica.

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Ainda segundo Andrade, a concentração de público em grandes atrações potencializa esse efeito. “O ambulante vai estar onde as pessoas estão. Parece simples, mas faz toda a diferença para a economia durante o Carnaval”, completa.

Em 2025, o Carnaval de Belo Horizonte movimentou mais de R$ 1 bilhão, impulsionando a economia local e gerando empregos temporários. Para este ano, no entanto, a Prefeitura de Belo Horizonte optou por não financiar a contratação de grandes artistas.

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Guilherme Alves

Jornalista formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atualmente repórter da Rede 98, CNN Esportes e Versus Esporte. Produtor na CazéTV. Colunista do Portal 1921. Com passagens por TV Band Minas e Rádio Transamérica.

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