O imbróglio entre Paramount, Netflix e Warner ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (22/1), quando a Paramount anunciou que estendeu a oferta hostil de compra da WBD por mais um mês e lançou uma nova ofensiva contra o acordo com a Netflix, fechado no final do ano passado.
A companhia declarou que enviou ao SEC (em português, Comissão de Valores Mobiliários) um documento orientando os acionistas da Warner Bros Discovery, Inc. a votarem contra a proposta de aquisição feita pela Netflix. A Paramount também reforçou a oferta de comprar cada ação por U$30, valor superior à da empresa de streaming, e prorrogou a validade para até 20 de fevereiro.
Em nota, a companhia afirma que a proposta que totaliza US$ 108,4 bilhões “é significativamente maior e muito mais segura do que o suposto valor de US$ 82,7 bilhões da transação com a Netflix”. Além disso, a Paramount acusa a Warner de esconder dados relevantes — relacionados aos valores que cada acionista deve receber após a compra — das partes interessadas, ‘apressando’ a votação para que a aprovação ocorra rapidamente e sem todas as informações financeiras. Isso se dá, supostamente, pela dívida bilionária da Warner.
Concentração de mercado nas mãos da Netflix
Outra preocupação da Paramount é que a Netflix poderá concentrar uma parcela significativa do mercado, e isso pode trazer riscos regulatórios para a aprovação do negócio. Além disso, a companhia afirma que, se a aquisição for aprovada, a Netflix terá aproximadamente 43% de todo o mercado de serviço de streaming por assinatura, podendo levar a um aumento considerável de preços para os consumidores e uma diminuição no pagamento para os artistas e criadores de conteúdo.
“O Conselho da WBD se recusou a dialogar com os representantes da Paramount, mesmo depois de decidir reabrir as negociações com a Netflix sobre a transação”, afirmou a empresa, que também abriu uma linha de contato para quaisquer acionistas da Warner que desejarem mais informações sobre o posicionamento da gigante do cinema.