Uma estrela morta pode estar “devorando” lentamente um planeta formado a partir do próprio material que ela lançou ao espaço antes de colapsar. É o que revela um estudo publicado nesta segunda-feira (5) na revista Nature Astronomy sobre a anã branca HS 0209+0832.
Os pesquisadores detectaram na atmosfera desse remanescente estelar uma combinação inédita de elementos químicos. Essa assinatura atípica indica a presença de um possível planeta gigante que orbita extremamente perto da estrela, sofrendo os efeitos diretos de sua forte atração gravitacional.
A principal hipótese da equipe científica sugere que esse corpo celeste seja um planeta de “segunda geração”. Em vez de ter surgido junto com a estrela original, ele teria se formado após o astro envelhecer, expelir suas camadas externas e se transformar em uma anã branca.
Atualmente, a intensa radiação emitida pela anã branca arranca gases da atmosfera desse planeta vizinho. O material desprendido atinge a superfície do remanescente estelar, deixando registros químicos que permitem aos astrônomos deduzir a composição do mundo que a orbita.
Apesar das evidências promissoras, os autores do estudo ressaltam que a existência do planeta ainda carece de confirmação direta. Por isso, o objeto permanece classificado como candidato, e sua interpretação depende da análise contínua das pistas coletadas pelas observações astronômicas.
