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Carnaval em conta: foliões de BH devem gastar até R$ 150 com adereços e fantasias

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Itens de fantasia seguem como um dos principais gastos dos foliões (Tomaz Silva/Agência Brasil)

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Itens de fantasia seguem como um dos principais gastos dos foliões (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Às vésperas do Carnaval, o folião de Belo Horizonte já tem definido quanto pretende gastar para montar o visual da festa. Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) aponta que o investimento médio em fantasias e adereços deve ficar entre R$ 100 e R$ 150, com prioridade para compras em lojas físicas e no comércio de rua.

O levantamento, feito entre 14 e 16 de janeiro com 200 consumidores, mostra que os itens de fantasia seguem como um dos principais gastos da folia, ao lado das bebidas. A expectativa é de que os consumidores busquem peças acessíveis, criativas e de uso pontual, sem comprometer o orçamento. Segundo a CDL/BH, esse comportamento fortalece principalmente o comércio popular e os pequenos empreendedores.

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Além das lojas, a compra direta com vendedores ambulantes aparece como destaque: 67,4% dos entrevistados dizem adquirir produtos desse tipo de comércio durante o Carnaval. Fantasias simples, acessórios, adereços e itens de apoio à folia acabam sendo comprados na rua, no trajeto entre blocos e eventos, o que transforma os ambulantes em parte central da economia carnavalesca.

Entre os itens mais citados para compor o visual e garantir conforto durante os dias de festa estão maquiagem (39,5%), acessórios como tiaras, brincos e óculos (23,3%), pochetes, bolsas e porta-documentos (16,3%), além de capa de chuva e itens para o clima (16,3%). Protetor solar também aparece com força, citado por 51,2% dos entrevistados, reforçando a preocupação com proteção e bem-estar durante a folia ao ar livre.

O estudo ainda aponta que o gasto diário com bebidas deve girar em torno de R$ 70, mas é o consumo com fantasias e adereços que concentra o planejamento prévio do folião. Para a CDL/BH, o cenário mostra um Carnaval marcado por escolhas mais racionais, com foco em itens de baixo custo, reutilizáveis e fáceis de encontrar no comércio local.

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A pesquisa também indica que a maior parte dos foliões pretende pagar as compras à vista, principalmente via PIX, cartão de débito e crédito à vista. A combinação entre gasto moderado, pagamento imediato e consumo no comércio de rua desenha um perfil de folião que busca curtir a festa sem extrapolar o orçamento — mas sem abrir mão da fantasia, dos adereços e da identidade visual que marcam o Carnaval de Belo Horizonte.

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Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

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