O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã elevou a tensão no Oriente Médio neste domingo (22) ao declarar estar pronto para “fechar completamente” o Estreito de Ormuz caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra a ameaça de bombardear usinas de energia iranianas. O pronunciamento militar é o mais recente e incisivo aviso de retaliação de Teerã contra eventuais ataques à sua infraestrutura estratégica.
Em um duro recado de contraofensiva, os militares iranianos afirmaram que, caso as investidas americanas se concretizem, a rota marítima permanecerá bloqueada até que as usinas do país sejam totalmente reconstruídas. O alerta de Teerã vai além do estreito e promete retaliações em larga escala, prevendo ataques contra toda a infraestrutura de energia e comunicações de Israel, além de ofensivas contra empresas da região que possuam acionistas americanos.
A escalada da crise também coloca em risco direto as nações vizinhas que mantêm acordos de cooperação militar com Washington. Em tom de ultimato, o quartel-general do Irã ampliou o escopo da retaliação e deixou claro que os países aliados aos Estados Unidos não seriam poupados em caso de conflito. “As usinas de energia de países da região que abrigam bases americanas serão alvos legítimos para nós”, concluiu a declaração.
