O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende disputar novamente a Presidência da República e defendeu que o PT lidere o debate político nas próximas eleições. A declaração foi feita em vídeo exibido durante a abertura do 8º Congresso Nacional do partido, realizado nesta sexta-feira (24), em Brasília.
“Preparem-se, pois serei presidente outra vez porque o Brasil precisa de alguém democrático, que saiba ouvir e conversar com o coração das pessoas”, afirmou.
Lula não participou presencialmente do evento após passar por um procedimento cirúrgico.
Governo como principal argumento
Durante o discurso, o presidente reforçou que o partido deve basear sua estratégia eleitoral nas entregas já realizadas pelo governo federal.
“Quem está no governo deve usar as realizações como sua principal arma eleitoral”, disse.
Ele também defendeu que o PT não deve reagir à oposição, mas assumir o protagonismo do debate.
“O partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. É ele que tem que colocar a bola na frente”, afirmou.
Economia como trunfo
Lula citou indicadores econômicos recentes como principal argumento político, destacando crescimento do PIB, controle da inflação e aumento da renda.
“Essa comparação com o que os outros fizeram é a nossa arma”, declarou.
Propostas para o futuro
Ao projetar os próximos anos, o presidente defendeu a apresentação de propostas “sérias e factíveis”, com foco em áreas estratégicas como energia, indústria e educação.
Entre os pontos citados, estão o investimento em transformação energética, exploração de minerais críticos e a ampliação de políticas educacionais.
Mobilização da militância
Lula também fez um apelo para que a militância intensifique o contato direto com a população, além do ambiente digital.
“Nada supera a coragem de ir para a rua, bater no portão e olhar nos olhos das pessoas”, afirmou.
Papel do Brasil no cenário internacional
Por fim, o presidente destacou a importância do Brasil no cenário global e a necessidade de defender valores como democracia e soberania.
“Temos o dever de defender a democracia, a soberania nacional e o multilateralismo”, disse.