Após 25 anos de negociações, a União Europeia (UE) aprovou nesta sexta-feira (09/01) o aguardado acordo comercial com o Mercosul. A decisão abre caminho para a criação da maior zona de livre comércio do planeta, integrando os mercados de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai aos 27 países do bloco europeu.
Ao analisar como Minas Gerais deve se comportar diante do novo acordo comercial, o economista Gustavo Andrade defende que o estado deve intensificar a estratégia de aproximação entre o setor produtivo local e os parceiros internacionais, prática que já vem sendo adotada nos últimos oito anos. Para o especialista, é fundamental compreender que contratos firmados entre empresas e pessoas movem a economia real, e não apenas transações abstratas entre países.
Andrade ressalta ainda que o sucesso dessa empreitada depende da capacidade de eleger prioridades, “separando o que é essencial e o que é distração”. Utilizando o conceito de “sinal e ruído”, portanto, ele compara a gestão estratégica necessária ao estado, à mentalidade de líderes empresariais, como Steve Jobs e Elon Musk, que focam exclusivamente nos sinais de oportunidade e ignoram os ruídos externos. Para o economista, o aproveitamento real das vantagens do acordo dependerá dessa disciplina em concentrar esforços onde há potencial concreto de resultados, em vez de tentar atuar em todas as frentes simultaneamente.
