A indústria de transformação do plástico em Minas Gerais enfrenta um cenário de demanda enfraquecida pelo Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro. Segundo a presidente do Sindicato da Indústria do Material Plástico de Minas Gerais, Ivana Serpa, as empresas estão produzindo com cautela e ajustando os estoques aos pedidos confirmados. Os custos elevados e a concorrência com produtos importados também pressionam o setor.
“O setor de plásticos teve uma demanda enfraquecida para o Dia das Crianças. Isso é um reflexo do mercado que não trouxe uma reação expressiva para as indústrias que abastecem o o segmento de brinquedos. Não houve necessidade adicional de mão de obra, mesmo porque o volume transformado não superou o que já vinha sendo processado. É uma combinação de fatores econômicos e um pouco a mudança de comportamento: o crédito está caro, as incertezas econômicas e a mudança de hábitos das crianças. Hoje, as crianças preferem celulares eletrônicos ao invés de jogos habituais que esse mercado abasteceria.”
De acordo com a representante da indústria, uma recuperação mais consistente depende de crédito acessível, fortalecimento da produção nacional e maior previsibilidade econômica. A expectativa de aumento nas vendas em datas comemorativas, como o Dia das Crianças, não tem sido suficiente para impulsionar a fabricação.
“Nosso maior desafios é conciliar os elevados custos da matéria prima, energia, transporte, tributos e o financiamento. A concorrência com os importados também pressiona muito os preços. Tem também a legislação ao redor desse setor de brinquedos que exige segurança em produção e alguma algumas normas a serem seguidas. Ao mesmo tempo que temos que inovar, precisamos acompanhar esses novos hábitos de consumo. É uma recuperação consistente, mas que depende muito mais do poder de compra e de uma previsibilidade econômica.”
Do outro lado, o comércio está otimista. Segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio, o Dia das Crianças deve movimentar 9 bilhões e 270 milhões de reais no comércio brasileiro neste ano. A previsão representa um crescimento de 1,8% em relação a 2025 e o melhor resultado para a data desde 2014.