O governo de Minas Gerais anunciou, nessa segunda-feira (27/4), o fechamento definitivo do espaço que abrigou o Hospital Colônia de Barbacena, instituição que se tornou símbolo de violações de direitos humanos no país ao longo do século 20. A medida prevê a transferência dos últimos 12 pacientes ainda internados no local para uma nova unidade de saúde do município, sob responsabilidade da prefeitura, prevista para ocorrer no próximo mês.
O encerramento formal marca o fim da utilização da estrutura histórica, que já não operava como hospital nos moldes originais há anos. Atualmente, o espaço funciona como Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHBP), com foco em atendimento em saúde mental dentro de diretrizes mais recentes, além de abrigar o Museu da Loucura.
De acordo com o governo estadual, os pacientes remanescentes não possuem vínculos familiares e apresentam condições de saúde específicas, o que exige acompanhamento contínuo. A transferência, segundo a gestão, será feita para estruturas consideradas mais adequadas ao modelo atual de cuidado.
O anúncio foi feito durante visita do governador Mateus Simões à cidade, onde ele também acompanhou obras na área da saúde. Na ocasião, o chefe do Executivo afirmou que a desativação busca encerrar definitivamente um capítulo da história local.
Paralelamente, o município avança na ampliação da atenção primária. Uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Grogotó está em fase final de construção, com investimento superior a R$ 2,8 milhões. Outras duas unidades também estão sendo concluídas em Barbacena.
A cidade conta ainda com uma rede hospitalar que atende à região Centro-Sul de Minas, incluindo serviços especializados. O governo estadual afirma que os investimentos recentes buscam ampliar o acesso e descentralizar o atendimento, reduzindo a dependência de estruturas antigas como a do antigo Hospital Colônia.
