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‘Instalações improvisadas aumentam risco de acidentes’, alerta especialista da Cemig

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Igor Teixeira

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Especialistas recomendam a revisão completa da rede elétrica a cada cinco anos para suportar novos aparelhos como AirFryers e micro-ondas. ( Divulgação/CEMIG)

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Instalações elétricas antigas ou improvisadas estão entre as principais causas de acidentes envolvendo energia elétrica dentro de casa. O alerta é da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que reforçou nesta semana a importância da manutenção preventiva e do uso de equipamentos de proteção nas residências.

Segundo o gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, muitas estruturas elétricas não acompanham o aumento do consumo de energia dentro das casas.

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“Muitas ocorrências estão associadas a instalações antigas ou improvisadas, que não foram dimensionadas para o padrão de consumo atual. Por isso, contar com um projeto elétrico adequado e realizar manutenções preventivas com profissionais qualificados são medidas essenciais para garantir a segurança dos moradores”, afirmou.

Brasil registrou mais de 2 mil acidentes elétricos

Dados do Anuário de Acidentes de Origem Elétrica 2026, divulgado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), apontam que o Brasil registrou 2.322 acidentes elétricos em 2025.

Os incêndios de origem elétrica lideraram os registros, com 1.304 ocorrências e 60 mortes. Já os choques elétricos apresentaram o cenário mais grave, com 646 mortes em 917 acidentes.

Equipamentos podem evitar choques e curtos-circuitos

Entre os principais equipamentos recomendados pela Cemig está o Dispositivo Diferencial Residual (DR), responsável por desligar automaticamente a energia quando há fuga de corrente elétrica. O sistema ajuda a evitar choques e reduz o risco de acidentes fatais.

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Apesar de obrigatório no Brasil desde 1997, levantamento da Abracopel aponta que menos da metade dos imóveis possui o equipamento.

Outro dispositivo citado pela companhia é o Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS), usado para proteger aparelhos eletrônicos contra oscilações bruscas de energia e descargas atmosféricas.

A Cemig também recomenda o uso de para-raios em edificações maiores ou em áreas mais expostas a tempestades.

Revisão elétrica deve ocorrer a cada cinco anos

Segundo a companhia, as instalações elétricas devem passar por revisão periódica, preferencialmente a cada cinco anos, ou sempre que houver aumento da carga elétrica da residência.

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A recomendação vale principalmente para imóveis que passaram a utilizar equipamentos de maior potência, como fritadeiras elétricas, micro-ondas e chuveiros.

“A combinação entre tecnologia, manutenção e uso consciente da energia é o caminho mais eficaz para reduzir acidentes e garantir mais segurança no dia a dia”, destacou José Firmo.

Uso de adaptadores pode provocar incêndios

A Cemig também alerta para o uso inadequado de benjamins, extensões e adaptadores em equipamentos de alta potência.

Segundo a companhia, aparelhos como ferros de passar, chuveiros elétricos e fritadeiras devem ser ligados diretamente em tomadas adequadas e, de preferência, em circuitos exclusivos.

Outro ponto destacado é a importância das tomadas de três pinos. O terceiro pino funciona como aterramento e ajuda a reduzir riscos de choques elétricos e danos aos equipamentos eletrônicos.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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