O Governo de Minas divulgou, nesta terça-feira (13/1,) a relação das 30 escolas estaduais escolhidas para a primeira etapa de implantação do programa Minas Bilíngue. A iniciativa, lançada pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) em 2025, começa a ser aplicada no ano letivo de 2026.
As escolas selecionadas estão distribuídas em diferentes regiões do estado e vinculadas a 18 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). O programa prevê a oferta de ensino bilíngue e intercultural em unidades que já funcionam no modelo de Ensino Médio em Tempo Integral (Emti) e Ensino Fundamental em Tempo Integral (EFTI), sem alteração na carga horária dos estudantes.
De acordo com a SEE-MG, o Minas Bilíngue integra a política educacional estadual e propõe a ampliação do ensino de uma língua estrangeira, que será definida pela comunidade escolar. A proposta é que o idioma adicional seja incorporado a outros componentes curriculares, além das aulas específicas da disciplina.
Em nota, o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, afirmou que o objetivo é possibilitar o uso da língua estrangeira no desenvolvimento de conteúdos já previstos no currículo, ampliando as experiências educacionais dos estudantes da rede pública.
Além das escolas bilíngues, o projeto inclui os Centros de Estudos de Línguas, que devem ampliar a oferta gratuita de cursos de idiomas no contraturno escolar para alunos e profissionais da rede estadual.
Minas Bilíngue: como vai funcionar?
As aulas do programa estão previstas para começar em 4 de fevereiro, conforme o Calendário Escolar 2026. Nas unidades participantes, parte das disciplinas da Formação Geral Básica e dos Itinerários Formativos poderá ser ministrada parcialmente na língua estrangeira. O currículo também prevê conteúdos voltados a aspectos culturais e históricos dos países falantes do idioma escolhido.
Segundo a SEE-MG, as escolas selecionadas atenderam a critérios como adesão da comunidade escolar, capacidade de oferta do ensino em tempo integral e avaliação da proficiência linguística dos profissionais. Entre as adequações previstas estão a definição de matriz curricular específica, ajustes no quadro de pessoal, organização de materiais didáticos e possíveis mudanças nos espaços físicos.
O projeto é estruturado em três frentes: a implantação das escolas bilíngues, a ampliação da oferta de cursos de idiomas nos Centros de Estudos de Línguas e a possibilidade de intercâmbio internacional para estudantes e professores, por meio do programa Passaporte Mineiro do Conhecimento.
