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Brasileira processa empresas de MrBeast por assédio sexual e discriminação

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Ex-funcionária brasileira processa empresas de MrBeast por assédio sexual e discriminação (Foto: reprodução / redes sociais)

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Lorrayne Mavromatis, brasileira e ex-funcionária das empresas do youtuber MrBeast, entrou com processo judicial na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, contra as companhias MrBeastYouTube e GameChanger 24/7. As acusações incluem assédio sexual, dano moral e discriminação por gravidez.

Mavromatis afirma ter sido tratada de forma diferente dos colegas homens durante o tempo em que trabalhou na empresa, incluindo exclusão de reuniões das quais apenas homens participavam. Segundo ela, executivos tinham comportamentos humilhantes em relação às mulheres, e funcionários faziam piadas sobre participantes do reality BeastGames que reclamavam de condições higiênicas durante o programa.

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O processo aponta ainda que James Warren, ex-CEO das empresas, teria obrigado Mavromatis a ir à sua residência para reuniões a sós. Nessas ocasiões, ele teria feito comentários sobre a aparência dela e insinuações sexuais envolvendo o nome do youtuber Jimmy Donaldson — conhecido publicamente como MrBeast, com mais de 470 milhões de inscritos no YouTube. Donaldson, segundo a ex-funcionária, também teria se recusado a trabalhar com ela em determinados projetos.

Antes de ser rebaixada, Mavromatis chefiava a equipe do Instagram da empresa. Após registrar reclamações formais, foi transferida para um setor que os próprios funcionários chamavam de divisão onde “as carreiras vão para morrer”. A demissão ocorreu menos de três semanas após o retorno da licença-maternidade. A justificativa apresentada pela empresa foi que ela era “de alto nível demais” para o cargo ao qual havia sido rebaixada.

A ex-funcionária pede indenização por salários e benefícios perdidos, reintegração ao cargo, danos compensatórios e punitivos, além de honorários advocatícios e custas processuais.

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A Beast Industries, holding que reúne os negócios de Donaldson, classificou o processo como “uma ação para ganhar notoriedade” e afirmou ter provas — entre mensagens de Slack, WhatsApp, documentos e depoimentos — que refutam as acusações. A empresa criticou ainda o fato de o documento judicial mencionar condições médicas do youtuber, que tem doença ocular e doença de Crohn, classificando a referência como “repugnante”.

Confira o depoimento da brasileira

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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