PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Count Binface: candidato de paródia consegue 27% dos votos em eleição no Reino Unido

Por

Lucas Rage

Siga no

Count Binface — apelido que pode ser traduzido como "Conde Cara de Lixeira" — do comediante Jonathan David Harvey, obteve 27% dos votos (Divulgação)

Compartilhar matéria

Um candidato “de paródia” quase roubou a cena na eleição suplementar de Clacton, no Reino Unido. Count Binface — apelido que pode ser traduzido como “Conde Cara de Lixeira” — do comediante Jonathan David Harvey, obteve 27% dos votos concorrendo à cadeira na Câmara dos Comuns nesta quinta, ficando em segundo lugar atrás do próprio favorito ao pleito.

Quem venceu a disputa foi Nigel Farage, líder do partido nacionalista de direita Reforma Reino Unido, com 63% dos votos e 22.239 eleitores — cerca de mil a mais do que havia recebido nas eleições gerais de 2024.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Farage havia renunciado ao mandato em julho, após ser acusado de não declarar presentes de doadores de campanha avaliados em milhões de libras, mas decidiu disputar novamente. Ele nega as acusações, que devem voltar a ser investigadas por uma comissão da Câmara dos Comuns.

O “Conde” já enfrentou outros nomes de peso da política britânica ao vivo com seu personagem, incluindo os ex-premiês Boris Johnson e Rishi Sunak e o atual chefe de governo trabalhista, Andy Burnham, além de ter disputado duas vezes a prefeitura de Londres.

Propostas de campanha “Do Conde”

Cercada por entrevistas polêmicas, a campanha de Count Binface contou com propostas inusitadas, entre elas:

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
  • Impostos “justos”: Reduzir os seus próprios impostos e aumentar os de absolutamente todo mundo.
  • Habitação: Construir uma única casa popular com preço acessível no país.
  • Limpeza e utilidade pública: Tapar os buracos das estradas britânicas utilizando cópias físicas impressas do manifesto eleitoral do Partido Trabalhista.
  • Estatização da Adele: “Nacionalizar” a cantora pop britânica Adele para torná-la um bem público e patrimônio nacional.

Brasil teve um caso semelhante

Em 1988, o chimpanzé Macaco Tião recebeu 40 mil votos na disputa à prefeitura do Rio de Janeiro.

O “candidato” surgiu como forma de protesto contra a classe política da época, e foi uma iniciativa dos humoristas da revista Casseta Popular e e do pasquim Planeta Diário (que viria a dar origem ao grupo Casseta e Planeta).

Como o voto era em cédulas físicas, os eleitores decidiram lançar o nome de Tião no documento de papel, na hora da votação.

Compartilhar matéria

Siga no

Lucas Rage

Coordenador de jornalismo da Rádio 98 FM. Formado em Comunicação Social pela Faculdade Fumec. Com passagens pelo Jornal Estado de Minas/Portal Uai, Rock Content e CDL/FM.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Mundo

EUA confirmam pela primeira vez que têm armas em órbita da Terra

Novo mapa–múndi busca corrigir tamanho da América do Sul, África e Ásia

Perfil de Nicolás Maduro publica novas fotos do ex-presidente em prisão

Trump: EUA firmaram com Venezuela maior acordo de petróleo mundial

Elon Musk tem fortuna 2,4 vezes maior que a de todos os bilionários brasileiros juntos

Rei Harald V, da Noruega, morre aos 89 anos

Últimas notícias

Viña minimiza pressão no Cruzeiro: ‘Tem cobrança é porque o time é grande’

Vorcaro é autorizado a assistir TV e usar academia na Papudinha

Matías Viña diz se sentir bem fisicamente e pronto para jogar pelo Cruzeiro

‘Não aponte o dedo pra mim’: Mendonça rebate Gilmar, que acusa ministro de usar eleições para acusar Moraes

Copasa aciona MP e aponta possível sabotagem em rompimentos de adutoras em BH

Gilmar critica afastamento do diretor da PF: ‘Tem que se algemar antes de fazer isso’

‘É o momento mais corrupto da história do Judiciário no Brasil’, afirma Dino

Morte de Domingos Montagner completa 10 anos; relembre a carreira do artista

‘Quem tem medo da Polícia Federal?’: Moraes e Mendonça batem boca