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Roubo de baterias da Tesla causa prejuízo milionário nos EUA

Por

Larissa Reis

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Ao menos 11 caminhões carregados com baterias da Tesla foram levados por grupos criminosos antes mesmo de deixarem a fábrica (Pixabay)

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Uma série de roubos de cargas na Gigafábrica da Tesla, em Nevada, colocou a empresa diante de uma crise na cadeia de suprimentos. Desde dezembro do ano passado, ao menos 11 caminhões carregados com baterias da empresa de Elon Musk foram levados por grupos criminosos antes mesmo de deixarem a fábrica rumo aos clientes, causando prejuízos de milhões de dólares e obrigando a montadora a reforçar os protocolos de segurança.

De acordo com uma investigação da revista Wired, os criminosos atuavam de forma organizada e exploravam vulnerabilidades no processo de retirada das cargas. Em vez de ataques a caminhões nas estradas, os suspeitos conseguiam retirar os produtos diretamente dos cais de carregamento da fábrica, utilizando credenciais falsas e se passando por transportadoras autorizadas.

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Entre os itens furtados estavam baterias residenciais Powerwall e componentes destinados aos veículos elétricos da marca. Em um dos casos, uma carreta carregada com 123 unidades do Powerwall desapareceu após um corretor de frete terceirizar o transporte para uma empresa sem licença.

Dias depois, outras duas cargas, avaliadas em cerca de US$ 500 mil cada, também foram roubadas. Uma delas foi encontrada completamente vazia, enquanto a outra foi localizada intacta em um posto de combustíveis a cerca de 29 quilômetros da fábrica.

Segundo o detetive Sam Hatley, do Departamento do Xerife do Condado de Storey, responsável pelas investigações, a região enfrenta uma “epidemia” de furtos de cargas. Somente neste ano, as autoridades acompanham pelo menos 17 casos envolvendo a Tesla e outras empresas instaladas na região.

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As investigações apontam que os primeiros roubos ocorreram após falhas em procedimentos básicos de segurança. Um gerente da Tesla admitiu à polícia que, em alguns casos, a identidade dos motoristas não foi devidamente conferida antes da liberação das cargas.

Após os incidentes, a empresa reforçou os controles de acesso e intensificou a verificação da documentação dos transportadores. Segundo os investigadores, as medidas reduziram a frequência dos roubos, embora os crimes ainda continuem ocorrendo.

Outro fator que dificulta a atuação dos criminosos é o sistema de segurança da Tesla. As baterias Powerwall registradas como roubadas são bloqueadas remotamente pela empresa, impedindo sua ativação e tornando os equipamentos inutilizáveis para compradores.

Até o momento, três suspeitos foram presos após a polícia localizar um dos reboques utilizados no esquema. O julgamento está previsto para outubro. A Tesla não comentou oficialmente o caso.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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