PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Não é só a violência física que fere: alerta para relacionamentos tóxicos

Por

Siga no

Molly Blackbird | Unsplash

Compartilhar matéria

Muitas vezes, a violência toma outras formas. Elas são muito mais sutis que a agressão física e, por isso mesmo, mais difíceis de identificar. Essas formas de agressão são complexas, perversas, muitas vezes não ocorrem isoladas umas das outras e têm graves consequências para a mulher. Qualquer uma delas constitui ato de violação dos direitos humanos e deve ser denunciada.

A Lei Maria da Penha é uma lei distrital brasileira, cujo objetivo principal é estipular punição adequada e coibir atos de violência doméstica contra a mulher. A data de sua primeira publicação foi 22 de setembro de 2006. Estão previstos cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher na Lei Maria da Penha. Esses tipos estão subdivididos em violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Não é difícil identificar a violência física contra a mulher. Qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher, como espancamentos, lesões de qualquer natureza, tortura, ferimentos, estrangulamento, sufocamento ou mesmo o ato de atirar objetos, sacudir ou apertar os braços, são todos enquadrados nesse tipo de violência.

Ameaças, constrangimento, insultos, atos de humilhação ou manipulação, vigilância e/ou perseguição constante, chantagens, ridicularização, gaslighting (forma de abuso psicológico em que informações são manipuladas até que a vítima não consiga mais acreditar na própria percepção da realidade). A violência psicológica contra a mulher é considerada qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima; prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher; ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.

Na violência sexual contra a mulher, está catalogada qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, para isso se valendo de intimidação, ameaça, coação ou uso da força. Estupro, forçar a prostituição, obrigar a mulher a praticar atos sexuais conta sua vontade são exemplos desse tipo de violência, bem como o impedimento do uso de métodos contraceptivos ou forçá-la a abortar.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Por violência patrimonial, entende-se qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. Deixar de pagar pensão alimentícia está presente como exemplo de violência patrimonial.

Por fim, a violência moral contra a mulher tem como exemplos acusar a mulher de traição, emitir juízos morais sobre sua conduta, fazer críticas mentirosas ou expor a vida íntima de uma mulher, bem como rebaixá-la por meio de xingamentos e desvalorização.

 

Como saber se você está em um relacionamento abusivo?

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Existem, sim, alguns sinais de que um relacionamento possa ser abusivo ou tóxico e vamos apresentar vários deles nesse artigo. 

* O ciúme, quando excessivo, deixa de ser normal e vira justificativa para o controle. Quando o ciúme passa a virar argumento para controlar a tomada de decisão do outro, para justificar agressões, ofensas ou invasão de privacidade, você deve ligar seu sisteminha de alerta.

* O controle ocorre quando alguém começa a decidir o que a outra pessoa pode ou não fazer. Que roupas vestir, onde pode ir, quais atividades fazer e até que trabalhos a outra pessoa pode ou não ter. 

* Invasão de privacidade: é comum que o abusador não respeite o espaço individual da outra parte. Roubar senhas, mexer no celular, ler e-mails e mensagens, instalar programas de rastreamento. Tudo isso é invasão de privacidade e deve estar no seu radar ao perceber uma relação abusiva.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

* Destruição da autoestima. No começo da relação, geralmente o abusador é exagerado em oferecer carinho e amor à outra parte. Porém, aos poucos, isso vai mudando. As críticas vão se tornando cada vez mais comuns e pesadas, por vezes disfarçadas de “críticas construtivas”. A vítima vai perdendo a autoestima cada vez mais até o ponto de achar que nenhuma outra pessoa vai amá-la se essa relação terminar.

* Afastamento de outras pessoas: Utilizando-se das mais várias justificativas, o abusador vai aos poucos exigindo que a companheira vá se afastando cada vez mais das outras pessoas, até “passar a depender somente dele”.

* Chantagem. A manipulação costuma ser um aspecto central no relacionamento abusivo. O abusador costuma, então, usar de chantagem para conseguir o que quer, seja dizendo que vai ficar doente ou vai se matar se a companheira não fizer algo, seja ameaçando terminar o relacionamento. Faz isso sempre que a parceira não aceita de forma pacífica o que é “cobrada” por ele.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

* Invalidação de sentimentos. Quem abusa em uma relação costuma dizer que aquilo que o outro sente é besteira ou não é nada. Com o tempo, o medo, a dor e a tristeza de estar passando pelo abuso passam a ser enxergados como besteira pela própria vítima, fazendo com que ela permaneça no relacionamento abusivo, mesmo infeliz.

* Falta de diálogo sobre o dinheiro e controle financeiro. Geralmente nas relações abusivas uma das partes controla todo o dinheiro do casal e, por isso, controla também as atividades da outra pessoa envolvida. Quando se pede dinheiro para tudo, passa a existir espaço para que a outra pessoa negue e possa decidir o que a companheira pode ou não fazer. Cria-se um vínculo de dependência financeira importante que impede que a vítima saia do relacionamento abusivo.

* Pegar, furtar ou destruir objetos do outro. Quando a relação abusiva evolui, são comuns os casos em que o abusador esconde os documentos da outra pessoa ou quebra objetos pessoais durante acessos de raiva. E tudo isso como forma de exercer ainda mais seu controle sobre a outra parte.

* Exigir relação sexual. Se o sexo é forçado, é estupro. Não respeitar a vontade da outra pessoa, chantagear ou fazer ameaças para ter uma relação também são formas de abuso.

* Usar os filhos em chantagens. Em um relacionamento abusivo em que há filhos, o abusador pode usar os filhos como ferramenta de chantagem para conseguir o que quer.

* Ameaças e violência física. Quando a relação abusiva já está avançada, ameaças das mais variadas formas se tornam comuns, chegando até mesmo a ameaças de morte. As ameaças podem ser um sinal de que o agressor está criando coragem. A violência física também pode começar gradativamente, começando com empurrões ou apertões crescendo com o passar do tempo. Em casos extremos, a violência chega ao ponto do assassinato.

Se você chegou até aqui, agora tem conhecimentos sobre as mais diversas formas de violência contra a mulher e quais os principais indícios de um relacionamento abusivo. Reconheça, identifique e esteja sempre atenta. A mulher merece um tratamento digno, de amor e de carinho. Se você se reconheceu em um relacionamento abusivo, lembre-se de que não está sozinha e sempre é tempo de buscar ajuda.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

SUS inicia teleatendimento gratuito para quem tem compulsão por bets

Guerra impede volta de brasileiros que faziam cruzeiro em Dubai

Fiemg envia colchões à Zona da Mata, doa R$ 1 mi e negocia crédito para indústrias

Cartão-postal cercado: obra na Praça do Papa ‘faz aniversário’ e fica R$ 1 milhão mais cara

TSE restringe uso de IA nas eleições de outubro; veja detalhes

Fiemg: PIB confirma avanço moderado, mas indústria deve enfrentar cenário desafiador em 2026

Últimas notícias

Eduardo Dominguez dá ‘pistas’ da escalação do Atlético para a final do Mineiro

Conta Premiada Copasa: concorra a R$ 2 mil em créditos todos os dias pagando com PIX

Atlético x Cruzeiro: FMF divulga informações sobre venda de ingressos para final do Mineiro

‘A inflação de alimentos é um risco muito mais claro’, analisa economista sobre efeitos dos conflitos no Oriente Médio

Cillian Murphy rejeita vida de celebridade: ‘Não é saudável’

Como foi o retorno de Gerson e Cássio aos treinos do Cruzeiro antes do clássico

‘Disse para cortar todas as relações com a Espanha’, afirma Trump após país vetar bases militares

Dupla avança em recuperação, e Cruzeiro pode ter dois reforços para a final do Mineiro

Conflito no Irã dispara petróleo e faz Petrobras subir 4,5%