O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, anunciou nesta sexta-feira (27/3), que deixará a liderança da pasta no dia 2 de abril. A decisão atende às regras de desincompatibilização eleitoral para as eleições de outubro.
Geraldo Alckmin permanece no cargo de vice-presidente da República. O político é cotado para compor novamente a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também tem o nome avaliado internamente para a disputa por uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo.
O anúncio ocorreu durante um seminário sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo. “Cumprindo a legislação, a vice-presidência não tem desincompatibilização, mas do ministério tem. A data é 4 de abril, mas dia 3 é sexta-feira santa, então provavelmente dia 2 sairei do ministério. Aí o presidente define, são os últimos dias e estamos muito felizes”, explicou Alckmin.
Simone Tebet no PSB
Questionado sobre seu futuro eleitoral no estado paulista, Geraldo Alckmin declarou que a candidata de seu partido ao Senado por São Paulo será a atual ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Ela assinou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) nesta sexta-feira, em evento que contou com a presença de Alckmin.
“A cadeira ao Senado está aqui: a ministra Simone Tebet, que hoje vai assinar a ficha no PSB e deverá ser nossa candidata ao Senado Federal. Reúne a experiência de quem foi prefeita, vice-governadora, senadora da República, ministra da República, e candidata a presidente com espírito público”, afirmou o vice-presidente.
*Com informações de Agência Estado
