Após deixar o cargo de secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais na última quarta-feira (25/3), Bárbara Botega apresentou um balanço da gestão, destacando o crescimento do setor acima da média nacional. Em entrevista ao 98 Talks desta segunda-feira (30/3), afirmou que os seis meses à frente da pasta permitiram “acelerar muitos dos projetos que a gente já tinha ali desenvolvido dentro da secretaria e dar uma identidade também um pouquinho diferente, colocar meu DNA”, com foco em investimentos e economia criativa.
Segundo a ex-secretária, o principal destaque foi a descentralização das políticas públicas, diretriz do governo estadual. “Quando a gente pensa que antes os recursos da cultura, por exemplo, ficavam 95% deles concentrados na região centro-sul de Belo Horizonte e hoje a gente já passa dos 62% no interior, é bem o caminho”, afirmou.
De acordo com Botega, a política teve reflexos no Carnaval 2026, com fortalecimento do interior. Cidades como Diamantina registraram “praticamente 100% da ocupação hoteleira” após anos sem a festa. Para ela, o impacto vai além do evento: “movimentação econômica ela é muito importante e é um dinheiro que fica na cidade”, com efeitos duradouros no comércio e nos serviços.
Outro ponto destacado foi o planejamento de longo prazo diante da reforma tributária. “O tipo de tributação e a forma com que os municípios passam a receber o proporcional relacionado a eles se justifica a partir do consumo que existe dentro de cada uma das cidades”, afirmou, defendendo a descentralização como estratégica para a arrecadação futura.
Ao devolver o cargo ao antecessor, Leônidas Oliveira, Botega garantiu alinhamento para a continuidade dos projetos voltados à economia criativa.
Assista a entrevista na íntegra:
