A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, negou ter recebido uma mensagem atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro com a pergunta: “alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. A manifestação foi feita por meio da assessoria de imprensa da advogada nesse sábado (7/3).
Mensagem teria sido encontrada em celular de Vorcaro
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a anotação com a pergunta teria sido encontrada em um dos celulares apreendidos do banqueiro.
O registro estaria armazenado em uma pasta junto ao contato de Viviane Barci. Em nota enviada à imprensa, a advogada afirmou que não recebeu qualquer mensagem com esse conteúdo.
“Não recebeu as referidas mensagens”, informou a assessoria da advogada.
Defesa de Vorcaro pede acesso a perícias
Também nesse sábado (7/3), a defesa de Daniel Vorcaro apresentou uma petição ao Supremo Tribunal Federal solicitando acesso integral aos elementos técnicos das perícias realizadas nos aparelhos eletrônicos apreendidos nas investigações.
Segundo os advogados, o pedido foi protocolado no dia 16 de fevereiro, mas ganhou relevância após a divulgação de supostas mensagens extraídas dos dispositivos.
A defesa afirma que a solicitação busca garantir transparência na análise das provas digitais.
Advogados citam preocupação com cadeia de custódia
Em nota, os advogados do banqueiro afirmam que o objetivo é garantir o cumprimento das regras relacionadas à cadeia de custódia da prova digital.
“O pedido busca garantir a observância das regras de cadeia de custódia da prova digital e assegurar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa”, afirmaram.
Os advogados solicitaram acesso a diversos elementos da perícia, incluindo:
- dados brutos extraídos dos dispositivos
- imagens forenses completas
- laudos periciais
- registros técnicos de extração
- códigos de verificação das evidências
Segundo a defesa, as informações permitirão uma análise independente por um assistente técnico.
“O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesa, conforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal, inclusive para avaliar a licitude dos procedimentos utilizados na obtenção dessas provas”, diz a nota.
