O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (10/6) que pretende ampliar o programa Celular Seguro e iniciar uma ofensiva contra a utilização de aparelhos roubados ou furtados em todo o país.
Durante reunião do Conselhão, em Brasília, Lula revelou que o governo federal possui identificação de aproximadamente 2,5 milhões de celulares roubados e estuda enviar notificações aos usuários que estejam utilizando os aparelhos.
“Nós temos o cadastro, o endereço e o chassi do celular de 2 milhões e meio de celulares roubados. Nós não sabemos quem roubou, mas sabemos que os telefones foram roubados”, afirmou.
Segundo o presidente, a ideia é encaminhar uma mensagem aos atuais usuários dos aparelhos informando que o celular possui registro de roubo e que deve ser devolvido.
“Eu ia apertar um botãozinho e passar uma mensagem dizendo que todos os milhões e meio de pessoas que estão com celular roubado têm que devolver. Porque ele pode estar cometendo um delito e, se for pego, poderá sofrer uma punição desnecessária”, declarou.
Lula reconheceu que muitos aparelhos roubados acabam sendo adquiridos por pessoas que desconhecem a origem do produto.
“Eu sei que rico não compra telefone roubado, mas eu sei que os pobres compram. Quem é que não gosta de comprar uma coisinha mais barata?”, disse.
O presidente afirmou que uma das preocupações do governo é criar um mecanismo de devolução que não gere receio na população. Por isso, defendeu que os aparelhos sejam entregues nos Correios, e não em delegacias.
“A dúvida é que eu não quero devolver na delegacia. Eu quero devolver nos Correios. Porque devolver na delegacia as pessoas têm até medo, porque não sabem o tipo de delegado ou o tipo de policial que vão encontrar”, afirmou.
Ao final da reunião, Lula pediu uma votação simbólica aos integrantes do Conselhão sobre a implementação da medida. Segundo ele, a proposta recebeu apoio praticamente unânime dos participantes.