O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio Bolsonaro (PL) entregue os passaportes e está proibido de deixar o país. A decisão foi tomada em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. As informações são do G1.
A ordem também proíbe o contato entre os dois investigados e determina o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, incluindo o diplomático. Documentos de outras nacionalidades devem ser entregues em até 24 horas.
Flávio diz que foi intimado pela Polícia Federal
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que recebeu a intimação nesta segunda-feira (26/10), ao visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o senador, a decisão foi assinada na noite de domingo (25/10) e se baseou em uma declaração atribuída ao irmão, Eduardo Bolsonaro. Flávio negou ter dito que deixaria o Brasil em caso de derrota eleitoral.
A investigação começou na Justiça Federal do Rio Grande do Sul e apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uso de empresas ligadas a casas de apostas.
Segundo relatório da Polícia Federal, Flávio Bolsonaro foi cadastrado como usuário master de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de Willer Tomaz. A condição indicava, em princípio, acesso elevado e possibilidade de gerenciamento da conta.
A PF também identificou e-mails sobre a retirada do acesso do senador, solicitada em maio de 2025. O relatório cita ainda viagens custeadas por uma empresa ligada ao advogado e registros de encontros entre os dois.
O caso chegou ao STF em 8 de outubro, em razão do foro especial de Flávio Bolsonaro, que é senador. Alexandre de Moraes foi sorteado relator da investigação.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Victor Duarte