O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (5/10) em entrevista a CNN, que Jair Bolsonaro pode voltar a disputar a Presidência da República em 2030. Ele também disse não ter dúvidas de que Flávio Bolsonaro (PL), caso seja eleito presidente neste ano, dará liberdade ao pai. Flávio avançou ao segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O Flávio se elegendo presidente da República, ele vai liberar o Jair Bolsonaro. Eu não tenho dúvida disso. O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro”, afirmou Valdemar.
O presidente do PL classificou como “surpreendente” o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. O candidato terminou a primeira etapa da disputa presidencial na liderança e enfrentará Lula no segundo turno.
‘Vai contribuir muito para o governo do Flávio’
Valdemar também atribuiu a Jair Bolsonaro parte do desempenho do PL nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado. A legenda terá as maiores bancadas nas duas Casas do Congresso Nacional.
Ao falar sobre o ex-presidente, o dirigente partidário afirmou que Bolsonaro está com a saúde melhor e continua se cuidando.
“Ele é muito novo ainda e é muito forte. […] Tenho certeza que vai contribuir muito para o governo do Flávio”, disse.
Michelle no Senado
Valdemar também comentou a eleição de Michelle Bolsonaro (PL) para o Senado pelo Distrito Federal. Ele afirmou acreditar que a ex-primeira-dama terá uma atuação de destaque na Casa.
“Não tenho dúvidas de que ela terá uma forte atuação no Senado. Ela ajudou muito na eleição, é uma líder nata e tem talento. Tenho certeza que ela vai entrar pra valer nessas eleições”, afirmou.
PL quer Rogério Marinho na presidência do Senado
O presidente do PL ainda indicou que o partido não pretende apoiar Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado em 2027.
Valdemar afirmou que Alcolumbre está alinhado ao governo Lula e apontou o senador Rogério Marinho (PL-RN) como o nome do partido para disputar o comando da Casa.
“Teremos um trabalho muito grande porque temos que mudar isso. Não tenho dúvida de que com a eleição de Flávio Bolsonaro [à Presidência da República] conseguiremos mudar a presidência do Senado”, disse.