O anúncio de novos investimentos para a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) gerou reação imediata das entidades de classe. O Sindep/MG (Sindicato dos Escrivães e Investigadores) afirmou que o montante de R$ 4,3 milhões anunciado pelo governador Romeu Zema (Novo) é insuficiente diante do atual cenário de sucateamento e falta de pessoal.
Investimento x Realidade
Durante evento na Academia de Polícia (Acadepol) nessa segunda-feira (12/1), o Governo de Minas oficializou o repasse para melhorias estruturais. Apesar de receber a notícia com otimismo, o presidente do Sindep/MG, Marcelo Horta, destacou que o valor está longe de resolver os problemas crônicos da corporação.
“Existe um descompasso entre o que é anunciado e o que a instituição realmente precisa. A estrutura está sucateada, com unidades funcionando em imóveis alugados e precários”, afirmou Horta.
Os principais gargalos apontados pelo Sindicato:
- Déficit de Pessoal: Falta de mais de 6.000 policiais no efetivo atual
- Defasagem Salarial: Perdas inflacionárias acumuladas em quase 50%.
- Infraestrutura: Delegacias dependentes de verbas de prefeituras para funcionar.
- Atraso na Modernização: Minas Gerais ainda não se adequou à Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil, vigente desde 2023.
Modernização e Segurança Pública
Para o sindicato, o planejamento do Estado carece de diálogo e políticas estruturantes. Marcelo Horta expressou preocupação de que as medidas tenham caráter eleitoreiro: “O que a categoria espera é que esses investimentos não sejam apenas em função das eleições, e sim uma preocupação real com a segurança pública e a valorização dos policiais”.
Até o fechamento desta matéria, o Governo de Minas não havia se manifestado sobre as críticas e os questionamentos técnicos apresentados pelo sindicato.