O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (16/3) que o governo norte-americano desconhece o real estado de saúde do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. Segundo o republicano, relatórios de inteligência indicam que ele foi gravemente ferido durante os recentes ataques aéreos a Teerã. Nesse sentido, há rumores de que a autoridade máxima do país persa teria perdido uma perna ou até mesmo falecido. “Devo dizer que ninguém o viu, o que é incomum”, afirmou Trump em entrevista na Casa Branca.
Mojtaba assumiu o comando do regime iraniano após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei. O antigo líder foi morto nos bombardeios executados pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro, que desencadearam a atual guerra no Oriente Médio. Desde então, o sucessor não fez aparições públicas, comunicando-se apenas por escrito. O presidente norte-americano destacou o cenário caótico na cúpula do país inimigo, afirmando que não há clareza sobre com quem negociar, enquanto o governo local continua reprimindo grupos de oposição.
Pressão sobre aliados e o Estreito de Ormuz
Além da crise política na Ásia, Trump celebrou os resultados práticos da ofensiva militar. Ele garantiu que as forças armadas dos EUA já atingiram mais de 7.000 alvos em todo o território iraniano operando com “força máxima”. O líder republicano, portanto, assegurou que o arsenal do país asiático foi drasticamente reduzido, deixando Teerã com pouca capacidade de resposta bélica. Segundo ele, os iranianos “não têm muito mais tiros para dar”.
Por outro lado, o bloqueio do Estreito de Ormuz tornou-se a nova prioridade de Washington. O Irã fechou o corredor marítimo estratégico utilizando drones, mísseis e minas, em retaliação à ofensiva ocidental. O local é fundamental para a economia global, sendo responsável pelo escoamento de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito do planeta. Diante disso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio prepara o anúncio de uma coalizão internacional para liberar a navegação na área.
Cobrança aos países aliados
A formação dessa aliança bélica, no entanto, enfrenta resistências. Trump cobrou publicamente a participação militar de países da Europa e da Ásia, argumentando que essas nações dependem muito mais da rota do que os americanos. Ele citou nominalmente o Japão, a China e a Coreia do Sul como grandes beneficiários do petróleo que passa pelo estreito. Desse modo, o presidente destacou que os EUA importam menos de 1% de seu consumo por aquele canal, transferindo a urgência da segurança marítima para os parceiros comerciais.
Por fim, a resposta internacional tem frustrado as expectativas da Casa Branca. Vários países aliados afirmaram nesta segunda-feira que não têm planos imediatos de enviar navios para desbloquear a passagem no Oriente Médio. O posicionamento, entretanto, incomodou Donald Trump, que relembrou o histórico de proteção americana a essas nações contra ameaças externas. “Alguns estão muito entusiasmados com isso, e outros não. E o nível de entusiasmo importa para mim”, alertou o presidente em tom de cobrança.
