A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou, nesta sexta-feira (16/10), a comercialização, a distribuição e o uso de detergentes lava-louças e desinfetantes da marca Ypê fabricados a partir de 1º de novembro de 2025. A decisão foi tomada após a fabricante Química Amparo apresentar resultados laboratoriais satisfatórios para os lotes produzidos em novembro e dezembro do ano passado.
A medida atualiza as restrições impostas em abril deste ano, quando produtos da marca tiveram a comercialização e o uso suspensos por questões sanitárias relacionadas à fabricação. A nova autorização foi publicada por meio da Resolução-RE nº 4.096/2026, no Diário Oficial da União.
Segundo a Anvisa, a liberação contempla quatro linhas de detergentes e duas de desinfetantes. A decisão, porém, não significa que todos os produtos anteriormente suspensos estejam liberados: as restrições para determinados lotes antigos permanecem em vigor.
Quais produtos foram liberados?
De acordo com a agência reguladora, estão autorizados para venda e consumo, desde que fabricados a partir de 1º de novembro de 2025, os seguintes produtos:
Detergentes lava-louças:
- Lava-louças com Enzimas Ativas Ypê;
- Lava-louças Ypê;
- Lava-louças Concentrado Ypê Green;
- Lava-louças Ypê Toque Suave.
Desinfetantes:
- Bak Ypê;
- Pinho Ypê.
A liberação ocorreu após a análise dos laudos apresentados pela fabricante, que demonstraram resultados satisfatórios para os lotes produzidos nos dois últimos meses de 2025. Com isso, esses produtos passaram a estar aptos para comercialização, distribuição e uso, conforme a atualização divulgada pela Anvisa.
Entenda a suspensão
O caso teve início em 1º de abril de 2026, quando a Anvisa determinou medidas restritivas envolvendo produtos de limpeza fabricados pela Química Amparo. A ação atingiu detergentes lava-louças, desinfetantes e lava-roupas com numeração de lote terminada em 1.
Em 7 de maio, a agência anunciou a suspensão da fabricação, da comercialização, da distribuição e do uso dos produtos abrangidos pela medida, além de determinar o recolhimento dos lotes afetados. A decisão foi motivada por falhas identificadas durante inspeções sanitárias na unidade industrial da empresa, localizada em Amparo, no interior de São Paulo.
Na ocasião, a fiscalização apontou problemas nos processos de fabricação e nos controles de qualidade, que levaram à avaliação de risco sanitário. A partir daí, a liberação dos produtos passou a depender da adoção de medidas corretivas e da apresentação de resultados laboratoriais que atendessem aos critérios estabelecidos pela agência.
Apesar da nova autorização, os consumidores ainda precisam observar a data de fabricação e a numeração dos lotes. A suspensão continua válida para os produtos abrangidos pela medida original que tenham sido fabricados até 31 de outubro de 2025 e cujos lotes terminem em 1, conforme as condições estabelecidas pela Anvisa.