Com a chegada do outono, Minas Gerais já se prepara para um aumento nos casos de doenças respiratórias sazonais, especialmente entre crianças pequenas. A Secretaria de Estado de Saúde reforçou que hospitais e municípios estão sendo mobilizados para ampliar a capacidade de atendimento.
Segundo o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, o período entre março e abril costuma marcar o início da circulação mais intensa de vírus respiratórios. “Agora no período de março, abril, quando começa o outono, é a hora das doenças sazonais respiratórias. A gripe é importante, mas as crianças, em especial, o vírus essencial respiratório que dá bronquiolite.”
Estado prepara ampliação de leitos
De acordo com o secretário, o governo estadual já está estruturando a rede hospitalar para lidar com um possível aumento de internações.
“Então, nós já estamos preparados para o João Paulo II CGP abrir os seus leitos de CTI. Isso já está previsto para o final deste mês já de março, mesmo não não precisando agora, o crescimento é de uma hora para outra. Isso porque o vírus começa a circular. Então, já estamos preparados para aumento de leitos.”
Ele também afirmou que as equipes municipais vêm sendo preparadas desde o ano passado. “Estamos capacitando os municípios no interior desde setembro do ano passado.”
Vacinação pode atrasar
Baccheretti afirmou ainda que a campanha de vacinação contra a gripe depende da entrega de doses pelo governo federal. “E a vacinação? A vacina vem do Ministério da Saúde, é produzida pelo Butantan. Eles nos avisaram que vai atrasar um pouco para março e abril, mas assim que chegar, distribuição imediata e vacinação.”
Crianças pequenas são grupo mais vulnerável
O secretário também alertou para cuidados preventivos, especialmente com bebês e crianças pequenas, que têm maior risco de desenvolver quadros graves.
“É importante, então, falarmos que temos os cuidados pessoais, né? Agora, em março e abril começa a gripe, é, evitar crianças muito pequenas de ficar circulando em lugares, é, que tem o maior risco de contaminação, porque as os nenéns até 2 anos de idade, em que as mães ainda não tiveram o tempo de tomar vacina na gestação, elas sempre são as mais vulneráveis, mas vamos vencer mais uma epoca de sazonalidade.”
