O deputado estadual Doorgal Andrada avalia que os projetos apresentados pelo governo de Mateus Simões à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) devem enfrentar dificuldades para avançar durante a transição de governo. Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da 98 News, nesta quarta-feira (28/10), o parlamentar afirmou que a decisão sobre o andamento das propostas cabe ao presidente da Casa, Tadeu Martins Leite, mas defendeu que a próxima administração tenha autonomia para definir os rumos do estado.
Segundo Doorgal, a apresentação dos projetos surpreendeu os parlamentares e exige uma discussão aprofundada sobre o momento político de Minas Gerais.
“É algo que surpreendeu a todos e é algo que merece, sim, uma discussão profunda”, afirmou.
O deputado disse que buscou informações sobre o andamento das propostas e identificou que Tadeu Martins Leite mantém conversas com a equipe de transição do próximo governo.
“Cabe a ele decidir se vai receber os projetos, se não vai receber os projetos. Pelo que identifiquei, ele está em um diálogo constante com a equipe de transição para entender a opinião dessas pessoas”, declarou.
Doorgal também destacou o relacionamento entre o presidente da Assembleia e Mateus Simões. Na avaliação do parlamentar, Tadeu deverá ouvir o atual governador para compreender os motivos da apresentação das propostas.
Deputado defende autonomia do próximo governo
Apesar de reconhecer que a condução dos projetos depende da presidência da Assembleia, Doorgal afirmou acreditar que as propostas terão dificuldades para obter aprovação.
“Eu acredito que tende ao não. Acho bastante difícil que todos esses projetos, pelo menos, consigam ser aprovados devido ao momento que a gente vive”, disse.
O parlamentar argumentou que a transição de governo exige cautela na análise de medidas que possam influenciar a próxima administração estadual.
“É um novo governo que assume, é um governo que tem as suas características próprias. Nós estamos agora numa transição de governo”, afirmou.
Para Doorgal, o governo que está deixando o comando do estado não deveria definir de forma tão intensa as decisões que caberão à próxima gestão.
“Não é mais o atual governo que eu acredito que tem que pautar tão enfaticamente o futuro. A gente tem que deixar um pouco mais aberto para que o novo governo tenha as suas próprias decisões para o futuro de Minas”, concluiu.