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Republicanos declara apoio a Flávio Bolsonaro, mas libera aliados de Lula

Por Igor Teixeira • Rede 98
07/10/2026 19:29 Atualizado há 2 horas
(Foto: Reprodução)

O Republicanos declarou, nesta quarta-feira (7/10), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi anunciada em Brasília, em evento com a presença do candidato do PL, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e da senadora Damares Alves. Apesar da posição nacional, a legenda decidiu liberar integrantes que mantêm alianças com Lula para continuar apoiando o petista.

Entre os nomes que poderão manter apoio a Lula estão o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e Silvio Costa Filho, que integrou o governo como ministro de Portos e Aeroportos. Os dois não participaram do encontro desta quarta.

A avaliação da direção do Republicanos é de que a maioria dos integrantes da legenda apoia Flávio. O partido, porém, optou por não aplicar punições a quem seguir caminho diferente no segundo turno.

Tarcísio diz que partido quer ajudar Flávio a governar

Tarcísio discursou durante o evento e afirmou que o apoio do Republicanos vai além da disputa eleitoral.

“Você tem uma coisa: bom propósito. Você quer transformar o Brasil. O Republicanos não está aqui simplesmente para te dar apoio e você vai ser eleito, mas para além disso: te ajudar a ser presidente da República”, afirmou o governador.

Mais cedo, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), já havia confirmado o apoio pessoal a Flávio ao chegar ao evento.

Questionado se estava no local para apoiar o candidato do PL, Cleitinho respondeu: “Certeza. Agora, tô aqui é pra isso”.

Partido havia ficado neutro no primeiro turno

O Republicanos adotou uma posição de neutralidade durante o primeiro turno. Naquele momento, o partido decidiu não construir uma aliança nacional com Flávio.

Entre os motivos estava a necessidade de preservar diferentes acordos estaduais. Integrantes do Republicanos estavam em palanques distintos pelo país, o que dificultava um posicionamento único na disputa presidencial.

Hugo Motta, por exemplo, declarou apoio a Lula, enquanto Tarcísio já estava alinhado a Flávio.

O cenário mudou depois do primeiro turno. Com parte das disputas estaduais e as eleições proporcionais encerradas, o partido passou a ter maior liberdade para construir uma aliança nacional.

O resultado presidencial também entrou no cálculo. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos, contra 45,16% do petista.

Flávio amplia apoios no segundo turno

O Republicanos se soma a outros partidos que aderiram a Flávio após o primeiro turno.

Nesta quarta-feira, o Novo também declarou apoio ao candidato do PL. A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, tomou a mesma decisão.

O Podemos deve definir o posicionamento na quinta-feira (8/10). Novo, União Brasil, PP e Republicanos não estiveram formalmente com Flávio no primeiro turno — com exceção do Novo, que lançou Romeu Zema à Presidência, as demais legendas adotaram neutralidade.

O PSD manteve a neutralidade no segundo turno, mas Ronaldo Caiado, candidato da legenda à Presidência no primeiro turno, declarou apoio pessoal a Flávio Bolsonaro.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.