O Republicanos declarou, nesta quarta-feira (7/10), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi anunciada em Brasília, em evento com a presença do candidato do PL, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e da senadora Damares Alves. Apesar da posição nacional, a legenda decidiu liberar integrantes que mantêm alianças com Lula para continuar apoiando o petista.
Entre os nomes que poderão manter apoio a Lula estão o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e Silvio Costa Filho, que integrou o governo como ministro de Portos e Aeroportos. Os dois não participaram do encontro desta quarta.
A avaliação da direção do Republicanos é de que a maioria dos integrantes da legenda apoia Flávio. O partido, porém, optou por não aplicar punições a quem seguir caminho diferente no segundo turno.
Tarcísio diz que partido quer ajudar Flávio a governar
Tarcísio discursou durante o evento e afirmou que o apoio do Republicanos vai além da disputa eleitoral.
“Você tem uma coisa: bom propósito. Você quer transformar o Brasil. O Republicanos não está aqui simplesmente para te dar apoio e você vai ser eleito, mas para além disso: te ajudar a ser presidente da República”, afirmou o governador.
Mais cedo, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), já havia confirmado o apoio pessoal a Flávio ao chegar ao evento.
Questionado se estava no local para apoiar o candidato do PL, Cleitinho respondeu: “Certeza. Agora, tô aqui é pra isso”.
Partido havia ficado neutro no primeiro turno
O Republicanos adotou uma posição de neutralidade durante o primeiro turno. Naquele momento, o partido decidiu não construir uma aliança nacional com Flávio.
Entre os motivos estava a necessidade de preservar diferentes acordos estaduais. Integrantes do Republicanos estavam em palanques distintos pelo país, o que dificultava um posicionamento único na disputa presidencial.
Hugo Motta, por exemplo, declarou apoio a Lula, enquanto Tarcísio já estava alinhado a Flávio.
O cenário mudou depois do primeiro turno. Com parte das disputas estaduais e as eleições proporcionais encerradas, o partido passou a ter maior liberdade para construir uma aliança nacional.
O resultado presidencial também entrou no cálculo. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos, contra 45,16% do petista.
Flávio amplia apoios no segundo turno
O Republicanos se soma a outros partidos que aderiram a Flávio após o primeiro turno.
Nesta quarta-feira, o Novo também declarou apoio ao candidato do PL. A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, tomou a mesma decisão.
O Podemos deve definir o posicionamento na quinta-feira (8/10). Novo, União Brasil, PP e Republicanos não estiveram formalmente com Flávio no primeiro turno — com exceção do Novo, que lançou Romeu Zema à Presidência, as demais legendas adotaram neutralidade.
O PSD manteve a neutralidade no segundo turno, mas Ronaldo Caiado, candidato da legenda à Presidência no primeiro turno, declarou apoio pessoal a Flávio Bolsonaro.