O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo nesta sexta-feira (5/6) para rebater críticas após declarações sobre o sistema de pagamentos instantâneos Pix e o Zelle, plataforma utilizada nos Estados Unidos. Segundo ele, reportagens publicadas por veículos de imprensa ‘interpretaram de forma equivocada uma entrevista concedida à rádio Transamérica’.
No vídeo, Eduardo afirma que nunca sugeriu substituir o Pix por sistemas americanos e classificou as publicações como uma ‘fake news’.
“Eu não pedi substituição de Pix, eu não pedi o fim do Pix, eu não falei nada com relação a piorar o meio de transação criado pelo presidente Bolsonaro, porque eu sou pró-Pix”, declarou.
A polêmica surgiu após veículos noticiarem que o parlamentar sugeriu a troca do Pix pelo Zelle durante uma entrevista sobre possíveis medidas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. Eduardo argumentou que a menção ao sistema americano ocorreu apenas como comparação.
“Eu citei o Zelle para dizer o seguinte: americanos, olha só, calma aí. O que há de problema com o Pix quando vocês têm plataformas semelhantes sendo utilizadas nos Estados Unidos?”, afirmou.
Ao longo da gravação, o deputado disse que o objetivo era mostrar que existem mecanismos de transferência instantânea semelhantes ao Pix em território americano.
“O Zelle é algo semelhante ao Pix, assim como o Venmo. Tem vários outros meios de pagamento comumente utilizados nos Estados Unidos”, explicou.
Eduardo também contestou diretamente as reportagens que atribuíram a ele a defesa da substituição do sistema brasileiro. “Falei em acabar com o Pix? Falei em substituir o Pix pelo Zelle?”, questionou.
Tarifas e negociação com os Estados Unidos
No vídeo, o parlamentar voltou a comentar as discussões sobre as tarifas comerciais envolvendo Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro teriam atuado para evitar medidas contra o país antes das eleições.
“Nós fizemos um pedido aos americanos para que qualquer tipo de tarifa ou retaliação comercial esperasse pelo menos até a eleição deste ano”, afirmou.
Eduardo também atribuiu ao senador Flávio Bolsonaro a atuação para impedir a adoção de tarifas contra produtos brasileiros. “Se o Trump não taxar o Brasil, isso é 100% devido à conduta de Flávio Bolsonaro”, declarou.
