O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou nesta quinta-feira (4/6) da 34ª edição da Marcha para Jesus, em São Paulo, e afirmou que o evento representa uma resposta ao que chamou de “mundo do mal”.
Durante discurso aos participantes da manifestação religiosa, Flávio pediu orações pelo país e associou o momento político a uma disputa espiritual.
“Vamos orar pelo nosso Brasil. Esta guerra é espiritual, e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal”, declarou o senador.
Esta foi a primeira participação de Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus. Mais cedo, em entrevista concedida à organização do evento em cima de um trio elétrico, ele voltou a citar uma “guerra espiritual” e comentou a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Queria muito que meu pai estivesse aqui presente, mas vamos lutar por ele”, afirmou.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília após condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Segundo a decisão da Corte, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.
A Marcha para Jesus reuniu autoridades dos três Poderes e representantes de diferentes correntes políticas. Entre os participantes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, o ministro do STF, André Mendonça, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
O evento também marcou uma aparição pública conjunta de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas após semanas de distanciamento político. Nos bastidores, a relação entre os dois havia sido alvo de especulações desde a divulgação de um áudio em que Flávio cobrava recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Jorge Messias divide trio com Flávio Bolsonaro
O advogado-geral da União, Jorge Messias, dividiu o mesmo trio elétrico com o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) durante a Marcha para Jesus.
Ao comentar a presença do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no evento, o ministro afirmou que “na mesa de Jesus tem lugar até para Judas”.
Messias recorreu a uma referência bíblica para defender a convivência entre pessoas com posições diferentes.
“Na mesa de Jesus, tem lugar para Thiago, tem lugar para Pedro, tem lugar para Tomé, tem lugar até para Judas. Na mesa de Jesus, o único perfeito é Deus”, afirmou.
O ministro também disse ter comparecido ao evento a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a orientação recebida foi para que a marcha não fosse transformada em ato político.
