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Isenção do IR até R$ 5.000: alívio imediato, risco futuro

Por

Izak Carlos

Izak Carlos
  • 06/11/2025
  • 11:28

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Imposto de Renda 2025
(Joédson Alves/Agência Brasil)

(Joédson Alves/Agência Brasil)

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O Senado aprovou ontem a isenção do imposto de renda para pessoas físicas com renda de até R$ 5.000 mensais. A notícia tem sido recebida com entusiasmo, afinal, é um alívio para o bolso de milhões de brasileiros e um passo importante para corrigir uma distorção antiga: a defasagem da tabela do imposto de renda, que vinha corroendo o poder de compra dos trabalhadores ao longo dos anos.

A verdade é que, na ausência de uma regra clara e automática de correção da tabela, essa medida é, de fato, a melhor alternativa disponível. O problema é que, mesmo com medidas de compensação — se elas forem de fato implementadas —, a isenção dificilmente será neutra do ponto de vista econômico. Fiscalmente, o governo pode até tentar equilibrar as contas, mas o efeito sobre a demanda e a inflação será inevitável. Isso porque a mudança tem um efeito direto sobre o consumo.

As pessoas beneficiadas pela nova faixa de isenção tendem a gastar praticamente tudo o que tiverem de renda adicional, enquanto as pessoas que serão mais tributadas — as faixas de renda mais alta — têm maior propensão a poupar. O resultado líquido é simples: mais dinheiro circulando na economia, mais demanda por bens e serviços e, portanto, maior pressão sobre os preços. O objetivo da medida é meritório: aumentar a renda disponível e o bem-estar de quem mais precisa.

Mas, em um momento em que a economia já opera acima da plena capacidade, esse aumento de demanda pode gerar desequilíbrios. O efeito final pode ser justamente o oposto do desejado, com mais inflação e juros mais altos, reduzindo parte do ganho obtido com a renda. Em economia, não existe alquimia. Não há como ampliar o poder de compra de um grupo sem que, de alguma forma, o ajuste apareça em outro lugar — seja no déficit público, na inflação ou nos juros.

A conta sempre chega, mesmo que demore um pouco. O desafio é encontrar um ponto de equilíbrio: aliviar a carga sobre quem mais precisa, mas com responsabilidade e previsibilidade fiscal. Só assim o alívio de hoje não se transformará na dor de cabeça de amanhã.

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Izak Carlos

Izak Carlos

É economista-chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Formado em economia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com MBA em Gestão Financeira pela Fundação Getúlio Vargas, mestrado e doutorado em economia aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), já atuou como economista, especialista e consultor econômico da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Izak também é sócio-diretor da Axion Macrofinance e Especialista do Instituto Millenium.

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