O Ministério Público de Minas Gerais ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Carmo do Rio Claro. O órgão acusa o chefe do Executivo de usar de forma indevida recursos e bens públicos para se promover politicamente durante uma festa de aniversário da cidade. O evento custou cerca de R$ 1,6 milhão aos cofres públicos.
O Ministério Público aponta que atrações artísticas foram interrompidas para pronunciamentos de cunho político-ideológico. Durante os intervalos, foram utilizados o palco, o sistema de som e equipamentos audiovisuais contratados pela prefeitura para a exibição de vídeos e faixas com mensagens político-partidárias.
Na ação, o MP pede que o prefeito seja condenado à perda do cargo público e ao pagamento de, no mínimo, R$ 500 mil por dano moral coletivo.
Em pronunciamento à impresa divulgado nas redes sociais, o Prefeito de Carmo do Rio Claro Filipe Carielo disse que considera ‘absurda’ a condenação do MP de Carmo do Rio Claro.
“O MP de Carmo do Rio Claro pede contra mim uma condenação absurda: até 36 anos de prisão, R$ 500 mil de indenização e a suspensão dos meus direitos políticos, sem qualquer acusação de corrupção, desvio ou enriquecimento ilícito. Que crime tão grave cometi? No rodeio da nossa cidade, utilizei dois minutos de fala, como prefeito, para defender a aprovação do projeto de lei da anistia. Defendi a anistia por entender que ela é um instrumento de pacificação nacional, diante de penas que muitos consideram excessivas para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro”, disse.