O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esteve em Brasília nesta segunda-feira (9/3) para acompanhar parlamentares do partido Novo na apresentação de um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A iniciativa ocorre em meio às repercussões do chamado caso Master, que envolve investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
Durante coletiva no Senado, Zema afirmou que participou do ato movido por indignação diante das revelações recentes envolvendo autoridades em Brasília. “Estou aqui hoje muito mais como um brasileiro indignado do que como governador de Minas Gerais”, declarou. Para o governador, os fatos divulgados nas últimas semanas levantam questionamentos que precisam ser investigados.
Zema também criticou o que considera uma sensação de impunidade envolvendo autoridades públicas. “Se nós já tivemos dois presidentes da República afastados, já passou da hora, pelos fatos que vimos nesses últimos dias, de o mesmo acontecer com ministros do Supremo Tribunal Federal”, disse.
O governador argumentou ainda que as denúncias e suspeitas recentes prejudicam a imagem institucional do país. “Não vejo a OAB se posicionando, não vejo associações de magistrados. Silêncio total”, criticou. Ele também cobrou posicionamentos do governo federal diante das denúncias.
Zema afirmou ainda que a iniciativa da bancada do Novo busca pressionar pela apuração dos fatos e reforçou que pretende levar o caso adiante. “Não pode existir mais nesse país os intocáveis. Casta existe na Índia. Aqui no Brasil nós temos de acabar com essa casta dos intocáveis”, declarou. “Vamos levar essa batalha até as últimas consequências.”
Durante a coletiva, Zema também criticou a ausência de posicionamento de Lula diante das denúncias recentes. Segundo o governador, o silêncio do governo federal causa estranheza diante da gravidade do caso. “E cadê o posicionamento do presidente? Também não vi”, afirmou. Em seguida, ele reforçou a crítica ao que chamou de omissão diante das suspeitas levantadas. “Quem está calado, na minha opinião, é porque está concordando, porque quem está omisso parece que está achando que tudo que está ocorrendo é normal, e não é”, declarou.
O pedido de impeachment contra um ministro do STF precisa ser analisado pelo presidente do Senado para que possa avançar no Congresso. Até o momento, iniciativas semelhantes apresentadas em anos anteriores não tiveram andamento.
Veja um trecho da fala de Romeu Zema:
