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Exame de sangue pode detectar Alzheimer até 20 anos antes dos sintomas; veja como funciona

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Entenda como novos exames de sangue detectam sinais de Alzheimer (foto: Pixabay)

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A ciência alcançou um marco importante na luta contra o Alzheimer com a chegada de exames de sangue capazes de identificar sinais da doença até duas décadas antes do primeiro esquecimento. Essa tecnologia, que começa a se tornar acessível, promete transformar o diagnóstico precoce em uma ferramenta de prevenção e mudança de estilo de vida.

Em entrevista à Rádio 98 FM, a médica geriatra Simone de Paula Pessoa Lima, da empresa Saúde no Lar, detalhou como funcionam esses biomarcadores e o impacto dessa descoberta para os pacientes.

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O que o exame detecta?

O teste identifica proteínas específicas que se acumulam no cérebro de forma anormal. As principais são a beta-amiloide e a tau. Segundo Simone, essas substâncias funcionam como um “lixo tóxico” ou “ferrugem” que o cérebro para de limpar, oxidando as conexões entre os neurônios.

“No sangue, avalia-se a relação entre as formas da proteína Aβ42/Aβ40 e a presença da p-tau217. Quando aparecem alteradas, sugerem que o processo biológico da doença pode estar em curso, mesmo sem sintomas clínicos”, explica a médica. Estudos indicam que essas alterações surgem de 15 a 20 anos antes do início da perda de memória.

Disponibilidade em Belo Horizonte e Minas Gerais

Embora a tecnologia tenha surgido em centros de pesquisa, ela já está disponível na rede privada brasileira. Em Belo Horizonte, pacientes podem solicitar o exame em laboratórios de referência, que muitas vezes encaminham as amostras para centros especializados em São Paulo ou nos Estados Unidos.

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Vale ressaltar que, no momento, o procedimento não faz parte da rotina do SUS e não é indicado como triagem populacional. “É fundamental que o exame seja solicitado e interpretado por um médico capacitado, pois o resultado exige uma análise clínica criteriosa”, alerta a geriatra.

Janela de oportunidade e prevenção

Saber do risco com tanta antecedência abre uma “janela de oportunidade” para retardar a doença. O foco não é o uso imediato de remédios, mas a criação de uma “reserva cognitiva” — uma espécie de poupança cerebral.

As estratégias incluem:

  • Controle rigoroso de hipertensão, diabetes e colesterol.
  • Combate ao sedentarismo e à obesidade.
  • Prática regular de exercícios físicos e dieta cardioprotetora.
  • Estímulo cognitivo e manutenção de vida social ativa.

Risco não é sentença

Um ponto crucial destacado por Simone é que o resultado positivo não é uma sentença definitiva de que a pessoa terá demência. “É como um exame de colesterol elevado: indica um risco maior de infarto, mas sinaliza que você precisa mudar a rota para evitá-lo”, compara.

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Para pacientes jovens, na faixa dos 40 a 50 anos, o acolhimento emocional é essencial. O objetivo da geriatria, nestes casos, é transformar a informação científica em estratégia de cuidado, planejamento familiar e preservação da autonomia, evitando ansiedade desnecessária por meio de suporte médico e psicológico especializado.

Para saber mais sobre cuidados domiciliares e saúde do idoso, acesse o perfil da Saúde no Lar no Instagram.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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