Com base nas pesquisas, mas também em trackings internos, a equipe de Alexandre Kalil (PDT) planeja focar nas próximas semanas a desconstrução da campanha de Patrus Ananias (PT), visto como seu principal adversário no primeiro turno. O raciocínio é que Cleitinho (Republicanos) já está praticamente garantido no segundo turno, então o inimigo agora a ser batido é o petista.
Com eleitorado convergente em grande parte, a estratégia é bater na tecla do voto útil, usando o argumento de que pesquisas mostram que o petista não venceria nos principais cenários de segundo turno. Aí, a lógica vai na tendência do eleitor encarar o voto em quem não tem chance de ganhar como voto perdido.
A outra estratégia é desconstruir a campanha de Patrus. E vale a ressalva de que o foco não será o candidato pessoalmente, até porque Kalil vai precisar do apoio de Patrus ou pelo menos de seus eleitores se for mesmo ao segundo turno contra Cleitinho.
A ideia é colar na cabeça do eleitor a ligação entre Patrus e a gestão de Fernando Pimentel à frente do Estado entre 2014 e 2018. A sementinha plantada será: Você quer que o PT volte a governar o Estado? Relembrar o atraso dos salários dos servidores e o impacto da falta de repasse às prefeituras.
Pimentel será lembrado como secretário de Fazenda de Patrus na época em que estava à frente da Prefeitura de Belo Horizonte. Patrus sabe do impacto negativo da gestão de seu correligionário no Estado, tanto que já tentou se descolar dele, dizendo inclusive que cada um seguiu seu caminho depois do período em que trabalharam juntos na década de 1990.
E a nostalgia de Patrus também entra no foco. Uma vez que Kalil vai ser apresentar ainda como um gestor mais moderno que Patrus, que tem baseado grande parte de sua estratégia nos feitos de sua gestão há mais de 20 anos.
Kalil vai destacar o trabalho na área social quando foi prefeito. Ele usará ações como wifi em vilas e favelas e auxílios durante a pandemia como patrimônio para tentar tirar votos do petista.
