As ações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no conflito com o Irã têm ampliado o isolamento do país. A avaliação é do analista Wilson Mendonça, que aponta resistência de aliados e impactos econômicos como fatores centrais nesse cenário.
Segundo o especialista, a tentativa de Trump em mobilizar apoio de potências e aliados para aderir à guerra, não funcionou. “Todos se manifestaram de maneira contrária, e os que não se manifestaram ficaram em silêncio, o que demonstra uma intenção clara de não participarem dessa empreitada”, afirmou.
Donald Trump se manifestou sobre a falta de respostas dos aliados: “Não precisamos de ninguém. Nós não precisamos deles (sócios da Otan), mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo”, disse o presidente.
Para Wilson Mendonça, o episódio expôs dificuldades de articulação externa e reforçou a cautela de outros países em se envolver diretamente no conflito.
“Fica claro um certo isolamento que nos remete ao que vimos com George Bush após o 11 de setembro e as incursões no Iraque”, comparou.
No cenário interno, Mendonça destaca que os efeitos econômicos da escalada no Oriente Médio já começam a pesar sobre a população americana, especialmente com a alta nos preços dos combustíveis.
“A pressão doméstica começa a aumentar […] o preço do diesel já subiu muito no mercado norte-americano, e a opinião pública já responde a esse tipo de comportamento”, disse.
De acordo com ele, esse movimento pode se tornar um dos principais freios para uma escalada ainda maior do conflito.
O analista ainda alerta que os efeitos da crise não se restringem aos Estados Unidos e podem atingir outras economias, incluindo o Brasil, com aumento de custos e pressão inflacionária.
“Esse cenário pode impactar a cadeia produtiva de diversos produtos, muito além de uma questão exclusivamente energética”, concluiu.
Assista ao comentário do especialista:
