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Mineira na ABL: Ana Maria Gonçalves é a primeira mulher negra a se tornar imortal

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A autora, de 55 anos, consagrada pela obra Um Defeito de Cor, é a primeira mulher negra a integrar a ABL em 128 anos de existência (Foto: Agência Brasil)

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A escritora mineira, Ana Maria Gonçalves foi eleita nesta quinta-feira (10) para a Cadeira nº 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Nascida em Ibiá, no Triângulo Mineiro, a autora, de 55 anos, consagrada pela obra Um Defeito de Cor, é a primeira mulher negra a integrar a ABL em 128 anos de existência e também a mais jovem do atual quadro de imortais.

A eleição começou às 16h e contou com urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Ana Maria Gonçalves recebeu 30 dos 31 votos possíveis. O outro voto foi para Eliane Potiguara.

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“Escritora, roteirista e dramaturga, ela é autora do aclamado romance Um Defeito de Cor, vencedor do Prêmio Casa de las Américas (2007) e eleito como melhor livro de literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Pauloinspirou o samba-enredo da escola de samba Portela no carnaval de 2024 no Rio de Janeiro.”, descreveu a ABL em texto publicado em suas redes sociais.

Já considerado um clássico da literatura brasileira, Um Defeito de Cor conta a história de Kehinde, uma mulher africana que atravessa o século 19 em busca de reencontrar o filho. O texto se debruça com profundidade sobre temas como escravidão, racismo, ancestralidade e resistência. Além do sucesso no meio literário, a obra inspirou o samba-enredo da escola de samba Portela no carnaval de 2024 no Rio de Janeiro.

A academia também destaca que a escritora tem sólida atuação no Brasil e no exterior ─ foi escritora residente em instituições como Tulane, Stanford e Middlebury, nos Estados Unidos. “Tem se destacado pela difusão de debates sobre literatura e questões raciais, além de atuar como professora de escrita criativa e curadora de projetos culturais.”

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A vaga que será ocupada por Ana Maria Gonçalves foi aberta com a morte do gramático, professor e filólogo Evanildo Bechara, em 22 de maio, aos 97 anos.

Também estavam inscritos como candidatos à vaga Eliane Potiguara, Ruy da Penha Lobo, Wander Lourenço de Oliveira, José Antônio Spencer Hartmann Júnior, Remilson Soares Candeia, João Calazans Filho, Célia Prado, Denilson Marques da Silva, Gilmar Cardoso, Roberto Numeriano, Aurea Domenech e Martinho Ramalho de Melo.

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