A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revisou nesta segunda-feira (22/6) as restrições aplicadas a produtos da marca Ypê e decidiu reduzir o alcance da suspensão que havia atingido itens de limpeza da empresa. Com a mudança, apenas determinados lotes antigos seguem proibidos de serem comercializados, enquanto produtos fabricados em 2026 foram liberados após nova análise técnica.
As alterações foram publicadas no Diário Oficial da União em quatro resoluções. Parte delas reverte pontos da decisão inicial de 15 de junho, enquanto outra norma atualiza os critérios e delimita com mais precisão quais produtos permanecem sob bloqueio.
De acordo com a agência, a revisão foi motivada pela avaliação de documentos enviados pela fabricante e por novos resultados de testes laboratoriais. Esses laudos indicaram desempenho satisfatório em produtos mais recentes, o que levou à flexibilização da medida.
A investigação teve início após uma ação conjunta da Anvisa com órgãos estaduais e municipais de São Paulo, incluindo uma inspeção na unidade da Química Amparo, em Amparo (SP), responsável pela produção da marca.
Mesmo com a liberação parcial, a suspensão não foi totalmente encerrada. Permanecem fora de circulação os lava-louças da Ypê com lotes finalizados em “1” e fabricados até 31 de dezembro de 2025, além dos desinfetantes Bak e Pinho Ypê enquadrados na mesma condição.
No caso do lava-roupas líquido Tixan Ypê, a restrição segue um recorte diferente: continuam proibidos os lotes terminados em “1” produzidos até 31 de março de 2026. A Anvisa também manteve exigências relacionadas a um plano de gerenciamento de risco apresentado pela empresa.
Com isso, produtos fabricados ao longo de 2026 deixam de ser atingidos pela suspensão e podem voltar ao mercado, desde que não pertençam aos lotes específicos identificados na investigação.
A orientação ao consumidor é verificar o número do lote indicado nas embalagens antes do uso, já que os itens listados continuam proibidos até nova manifestação da agência reguladora.
A Rede 98 procurou a Ypê para solicitar um posicionamento sobre a nova determinação da Anvisa e aguarda o retorno. Tão logo a empresa se manifeste, esta matéria será atualizada.
