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Caça da FAB faz ‘blitz aérea’ em avião particular; entenda como funciona

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As imagens, publicadas nesta terça-feira (23/12), por uma passageira da aeronave, registram o momento em que um F-5 realiza uma manobra de aproximação e, instantes depois, se afasta (Foto: Divulgação/Stephanie Risk).

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Um vídeo que mostra um caça da Força Aérea Brasileira (FAB) se aproximando, em pleno voo, de um avião particular viralizou nas redes sociais. As imagens, publicadas nesta terça-feira (23/12), por uma passageira da aeronave, registram o momento em que um F-5 realiza uma manobra de aproximação e, instantes depois, se afasta.

“Aí você está tranquila viajando e olha pela janela. Olha o que você vê chegando”, diz a médica Stephanie Rizk, na narração do vídeo em que filma o caça se aproximando. “Está muito perto. Meu Deus do céu… pelo amor de Deus”, complementa, pouco antes do avião se afastar.

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Este tipo de ação acontece em decorrência das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), um conjunto de procedimentos autorizados por lei para coibir ameaças que coloquem em risco a segurança nacional.

Em nota, a FAB, por meio do Comando de Preparo (COMPREP), informa que “os voos de interceptação de aeronaves fazem parte das medidas de policiamento do espaço aéreo e todas as aeronaves em voo no espaço aéreo brasileiro estão suscetíveis a essas medidas, independente de rota, altitude, performance ou critérios de propriedade do projeto.”

“Destaca-se, ainda, que esse tipo de atividade é rotineira e a proximidade entre o caça e a aeronave interceptada serve para que possam ser observadas características como, por exemplo, a matrícula da aeronave interceptada”, acrescenta a nota.

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Em casos mais extremos, pode ocorrer até o uso de força contra aeronaves suspeitas, sem plano de voo, que não respondem à comunicação via rádio ou que estejam sobrevoando áreas restritas sem autorização.

Interceptação em Anápolis

Segundo informações do G1, o voo tinha saído do Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo (SP), e seguia para Anápolis (GO) quando foi interceptado. O comandante do avião explicou que a aproximação fazia parte de um procedimento padrão de interceptação aérea, realizado para checagem de informações da aeronave.

“É como se fosse uma blitz de carro, porém aérea. O procedimento foi executado com maestria pela FAB e com toda a segurança. Se não avisássemos os passageiros, eles nem perceberiam. Após minha identificação, fui questionado quanto à procedência, o destino e a intenção de voo”, afirmou ao G1 o piloto Francisco Carlos Miralles. “Como tudo estava de acordo, a FAB nos deixou prosseguir”, complementou.

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