Pela primeira vez, Minas Gerais terá presença oficial no SXSW, um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e cultura do mundo, realizado em Austin, no Texas, entre 12 e 18 de março. A estratégia do governo mineiro é usar o evento como vitrine internacional para atrair investimentos e fortalecer o posicionamento do estado fora do eixo Rio-São Paulo.
A participação mineira inclui o Minas Day, com uma programação dedicada dentro do festival, e a Casa Minas, espaço que vai reunir negócios, experiências e atrações culturais ao longo do evento.
O diretor de gestão e novos negócios da Invest Minas, Gustavo Garcia, explica que o objetivo é apresentar Minas como um destino competitivo para investimentos produtivos, com foco em geração de empregos e atração de empresas.
“A missão da Invest Minas é promover o estado para atrair investimentos produtivos. Estamos falando da indústria, do setor que de fato emprega”, afirmou.
Segundo ele, o estado pretende destacar temas estratégicos que já colocam Minas em posição de liderança nacional e internacional. “Nós vamos falar de transição energética, minerais críticos, economia criativa, tecnologia e inovação. É isso que a gente pretende levar”, disse.
Com foco em transição energética, minerais estratégicos e empreendedorismo, Minas tenta se apresentar como um estado conectado ao futuro. A aposta é que o SXSW funcione como plataforma de articulação internacional, reunindo investidores, empresas e lideranças do setor de tecnologia e inovação. A expectativa do governo é que a participação mineira no festival marque o início de um novo ciclo de presença internacional, com geração de negócios e fortalecimento da imagem do estado no exterior.
Minas Day e Casa Minas no SXSW
O SXSW ocorre de forma descentralizada pela cidade, com eventos espalhados por vários pontos de Austin. Por isso, Minas terá uma base própria com a Casa Minas, além de ocupar um espaço na programação oficial com o Minas Day.
A secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, avalia que o movimento é uma forma de inserir Minas em discussões globais sobre futuro, inovação e sustentabilidade.
“É um posicionamento bastante disruptivo e inovador, que exigiu força e coragem pra colocar Minas Gerais no cenário global como merece”, afirmou.
Ela destaca que o estado pode transformar essa presença em oportunidades práticas de negócios e atração de investimentos. “Tenho certeza que volta para Minas Gerais não só em aprendizado, mas também em muitos bons negócios”, disse.
O Sebrae Minas também integra a missão, com foco no fortalecimento do ecossistema empreendedor. O presidente da entidade, Marcelo de Souza Silva, afirmou que houve seleção de startups para participar do evento e receber suporte antes e depois da viagem. Além da participação em Austin, o Sebrae promete acompanhamento ao longo de um ano para ajudar na consolidação dos projetos.
“Tivemos mais de 100 startups no processo seletivo. Escolhemos 15 que estamos levando para o SXSW. Essas startups terão, durante um ano, consultoria e acompanhamento do Sebrae para dar suporte e realizar negócios”, completou.
A Casa Minas também vai apostar na força cultural do estado, com atrações como Djonga, Marina Sena, Nath Rodrigues e o grupo Favelinha Dance, de Belo Horizonte. O artista Cadu dos Anjos, ligado ao coletivo, afirma que a proposta é transformar a identidade mineira em experiência para o público internacional.
“A principal coisa que a gente vai vender de experiência é a hospitalidade mineira. A gente faz hospitalidade, a gente faz negócio, a gente faz cultura sentado à mesa, tomando um cafezinho”, disse.
Ele destaca que a presença cultural também ajuda a abrir portas para outras áreas, como moda, dança e economia criativa.
“A música mineira é muito importante e a gente tá levando representantes fortes da nossa cultura. E o Grupo Favelinha Dance está sempre exportando artistas para o mundo. Vai ser lindo demais”, completou.
